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Mariupol denuncia que mulheres e funcionários de maternidade foram levados à força para Rússia

“Mais de 70 pessoas – mulheres e profissionais de saúde – foram levadas à força pelos ocupantes”, afirmou a prefeitura no Telegram

Redação Jornal de Brasília

30/03/2022 7h08

A prefeitura de Mariupol, cidade cercada no sudeste da Ucrânia, denunciou nesta quarta-feira que funcionários e pacientes de uma maternidade foram levadas à força para a Rússia – outra maternidade da localidade foi bombardeada pelos russo em 9 de março.

“Mais de 70 pessoas – mulheres e profissionais de saúde – foram levadas à força pelos ocupantes”, afirmou a prefeitura no Telegram.

Mais de 20.000 habitantes de Mariupol foram levados “contra sua vontade” para a Rússia, de acordo com a prefeitura, segundo a qual os russos confiscaram documentos e direcionaram as pessoas para “cidades russas afastadas”.

Não foi possível confirmar a informação com fontes independentes, pois Mariupol está cercada desde o fim de fevereiro e as comunicações foram interrompidas.  

Outra maternidade e um hospital infantil de Mariupol foram atingidos por bombardeios em 9 de março, o que que provocou indignação internacional. Ao menos três pessoas, incluindo uma criança, morreram no ataque.  

O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, justificou o bombardeio ao alegar que o edifício da maternidade servia de base para um batalhão nacionalista ucraniano.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou na terça-feira que os ataques russos contra Mariupol eram “um crime contra a humanidade”.

Quase 160.000 civis permanecem bloqueados na cercada Mariupol e enfrentam uma “catástrofe humanitária”: as pessoas vivem em refúgios sem energia elétrica e escassez de alimentos e água, de acordo com os depoimentos ouvidos pela AFP daqueles que conseguiram fugir da cidade.

© Agence France-Presse

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