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Mais de três milhões de pessoas fugiram da guerra na Ucrânia

A Polônia é o país que mais recebeu refugiados da Ucrânia. De acordo com a Acnur, 1,79 milhão de pessoas encontraram refúgio no país

Redação Jornal de Brasília

15/03/2022 8h32

Foto: Dimitar DILKOFF / AFP

Mais de três milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde que a Rússia iniciou a invasão do país em 24 de fevereiro, anunciou uma agência da ONU nesta terça-feira.

“Chegamos ao número de três milhões de pessoas”, disse o porta-voz da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Paul Dillon, à imprensa em Genebra.

Do total, 1,4 milhão são crianças, segundo o Unicef, e entre eles também estão 157.000 cidadãos de outros países que fugiram da Ucrânia, segundo a OIM.

A Polônia é o país que mais recebeu refugiados da Ucrânia. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), 1,79 milhão de pessoas encontraram refúgio na Polônia desde 24 de fevereiro.

Romênia, Hungria e Moldávia também receberam um número importante de ucranianos que fugiram da ofensiva iniciada pela Rússia em 24 de fevereiro.

Uma criança vira refugiada a cada segundo na Ucrânia (Unicef)

Quase a cada segundo, uma criança na Ucrânia se torna refugiada – informou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), nesta terça-feira (15).

Nos últimos 20 dias, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em torno de 1,4 milhão de crianças se viram obrigadas a fugir do país, ou seja, cerca de 55 por minuto, ou “praticamente uma criança por segundo”, disse o porta-voz do Unicef, James Elder, em entrevista coletiva em Genebra.

No total, mais de 2,95 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia, de acordo com o último balanço do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

“Esta crise, por sua velocidade e sua magnitude, não tem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial”, disse Elder.

O porta-voz sublinhou que as crianças correm “o risco de se verem separadas de seus pais, sofrerem violência, serem exploradas sexualmente, ou servirem ao tráfico” de pessoas.

© Agence France-Presse

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