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Mais de 600.000 libaneses deslocados voltaram para casa desde o cessar-fogo

Redação Jornal de Brasília

03/07/2026 11h56

bombardeio no libano

Ataque aéreo em Beirute, capital do Líbano, após um ataque aéreo. Foto: WFP

Mais de 640.000 libaneses deslocados voltaram para casa desde a última trégua, no fim de junho, nas hostilidades entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah, que forçaram mais de um milhão de pessoas a deixar suas casas, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) nesta quinta-feira (3).

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah lançou mísseis contra Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano em ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel.

Israel respondeu com intensos bombardeios aéreos e uma ofensiva terrestre no sul do Líbano, onde as tropas ainda ocupam algumas áreas do território.

As autoridades libanesas afirmam que os ataques israelenses causaram a morte de cerca de 4.300 pessoas e deslocaram mais de um milhão, especialmente do sul do país e dos subúrbios do sul de Beirute.

Em um informe publicado nesta quinta-feira, a OIM informou que “646.107 deslocados internos começaram a voltar para suas comunidades” no sul do país e nos subúrbios do sul de Beirute.

Mas outras 500.000 pessoas seguem deslocadas, segundo dados compilados em coordenação com as autoridades locais desde 22 de junho.

Continua sendo impossível voltar para dezenas de cidades e povoados próximos da fronteira sul, muitos dos quais sofreram uma destruição maciça.

O acordo assinado por Teerã e Washington no mês passado estabeleceu um cessar-fogo no Líbano a partir de 21 de junho.

O pacto prevê o desarmamento do Hezbollah, uma retirada gradual de Israel do sul do Líbano e a mobilização do exército libanês na região, a começar por duas áreas piloto.

No entanto, o acordo – rejeitado pelo Hezbollah – não estabelece um calendário para a retirada israelense.

Em seu lugar, condiciona esta retirada ao desarmamento prévio do Hezbollah, uma exigência difícil que, segundo especialistas, o Estado libanês não pode cumprir.

AFP

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