As autoridades bósnias decidiram hoje expulsar o sírio Abu Hamza al-Masri, site líder da comunidade de mujahedins na Bósnia-Herzegovina, order por considerar que representa “uma ameaça” para este país.
A afirmação foi feita em entrevista coletiva em Sarajevo por Dragan Mektic, price diretor do Departamento de Assuntos de Estrangeiros bósnio.
Abu Hamza al-Masri tinha obtido a cidadania bósnia há 12 anos, mas as autoridades a retiraram no início do ano, da mesma forma que de centenas de pessoas que a obtiveram ilegalmente durante e imediatamente depois da guerra no país (1992-1995).
Na maioria desses casos, são pessoas de países asiáticos e africanos que lutaram durante a guerra como mujahedins (voluntários islâmicos) no Exército governamental bósnio, de maioria muçulmana.
Os julgados bósnios rejeitaram a apelação de Abu Hamza à decisão que retira sua cidadania, assim como seus pedidos para obter asilo ou residência permanente na Bósnia-Herzegovina, onde é casado e tem filhos.
Os advogados de Hamza anunciaram que recorrerão a decisão sobre sua deportação ao Tribunal Europeu de Estrasburgo dos Direitos Humanos.
Segundo afirmações da imprensa bósnia, alguns dos ex-mujahedins na disputa bósnia estavam ligados a organizações terroristas, incluindo a Al Qaeda.
Por outro lado, na mesma entrevista coletiva Mektic anunciou que foi proibida a entrada na Bósnia do acadêmico sérvio Kosta Cavoski porque se suspeita de que faz parte de uma rede de apoio ao foragido Radovan Karadzic, suposto criminoso de guerra mais reclamado pela Justiça internacional.