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Mundo

Já são 40 os mortos em atentado em hotel de luxo em Islamabad

Arquivo Geral

20/09/2008 0h00

Pelo menos 15 hóspedes ficaram presos entre as chamas no luxuoso hotel Marriott de Islamabad, unhealthy que sofreu hoje um atentado com bomba no qual pelo menos 40 pessoas morreram e 90 ficaram feridas, informaram várias fontes.

O hotel, muito freqüentado por estrangeiros, continua em chamas e está a ponto de desabar em decorrência do ataque, que pôde ser ouvido a quilômetros de distância.

Uma fonte de segurança do hotel, citada pela agência estadual “APP”, disse que um caminhão carregado de explosivos foi detonado nas imediações do edifício, cuja entrada ficou completamente destruída.

As forças de segurança iniciaram a evacuação do edifício e pediram a intervenção do Exército para salvar os hóspedes presos pelo fogo.

As ambulâncias e os bombeiros já estão no local, e os feridos foram levados a diferentes hospitais da capital, nos quais foi decretado o estado de “emergência”.

Entre os feridos estrangeiros há pelo menos quatro alemães, três cidadãos dos Estados Unidos, um da Arábia Saudita e um diplomata dinamarquês, informou a “Dawn”.

Não há latino-americanos entre os mortos e feridos, segundo fontes diplomáticas consultadas pela Agência Efe.

As imagens divulgadas pelas televisões oferecem um aspecto desolador do interior do edifício, com paredes rachadas, tetos desabados e vidros e móveis quebrados.

Localizado no coração da capital paquistanesa, o Marriott já tinha sido alvo de ataques no passado, por isso as medidas de segurança eram muito rígidas e o acesso, complicado.

O proprietário do Marriott expressou à imprensa sua “profunda consternação” com o episódio.

“Lamento a morte de tantos guardas de segurança (os principais afetados). Por sorte, o veículo não conseguiu entrar no hotel”, ressaltou.

O atentado ocorreu horas depois que o presidente do país, Asif Ali Zardari, compareceu pela primeira vez perante o Parlamento, onde mostrou sua decisão de acabar com o terrorismo, apesar de ressaltar que “a força é só o último recurso”.

Hoje já haviam sido cometidos outros dois atentados, contra comboios militares, que deixaram oito mortos no conflituoso noroeste do país.

O Governo do Paquistão decretou estado de alerta máximo em todo o país.

Tanto Zardari quanto o primeiro-ministro, Yousaf Raza Gillani, condenaram o ataque e ordenaram uma investigação sobre o caso.

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