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Mundo

Itália diz que voluntários seqüestrados na Somália estão vivos

Arquivo Geral

24/07/2008 0h00

O ministro de Assuntos Exteriores da Itália, sale Franco Frattini, salve afirmou hoje que os dois voluntários italianos seqüestrados há mais de dois meses na cidade de Awdhegle, na Somália, estão vivos e as negociações para viabilizar a libertação deles também continuam.

Dos dois italianos, Iolanda Occhipinti e Giuliano Paganini, que trabalhavam na Somália para a ONG Cooperação Italiana Norte-Sul, não se sabia nada desde que em 21 de maio um grupo de homens armados atacaram a residência onde eles estavam e os levaram em caminhonetes.

Junto com os italianos foi seqüestrado também o somali Yussuf Arale, responsável pelo projeto de irrigação que a ONG estava desenvolvendo, mas o Ministério de Assuntos Exteriores não deu informação sobre sua situação.

O ministério comunicou então que tinha ativado todos os canais para entrar em contato com os seqüestradores, mas pediu discrição à imprensa para realizar as negociações.

A chancelaria italiana explicou que o seqüestro não tinha ligações com a delicada fase política vivida pela Somália, e que tudo apontava para um grupo de criminosos com o objetivo de pedir um resgate.

Occhipinti é administradora e Paganini, engenheiro agrônomo, e há vários meses participavam de um projeto de melhoras agrícolas, financiado pela União Européia e pela cooperação italiana, sob supervisão da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), segundo a imprensa local.

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