Saleh, político curdo com um papel fundamental na negociação com os EUA, explicou que o Iraque quer assegurar a seus vizinhos que um pacto com os norte-americanos não terá repercussões sobre eles, em declarações publicadas hoje pelo jornal árabe internacional “Al-Hayat”.
“Primeiro temos que reconhecer que ainda precisamos do apoio americano e internacional para proteger nosso país do exterior e para levantar as instituições nacionais, assim como para erradicar o terrorismo”, disse Saleh.
“No entanto, a presença contínua de tropas estrangeiras em nosso território é um assunto que preocupa, especialmente por causa da soberania nacional”, acrescentou.
Saleh acrescentou que os países vizinhos do Iraque (Turquia, Irã, Arábia Saudita, Kuwait, Síria e Jordânia) devem entender que nenhum acordo de segurança será dirigido contra eles.
“Queremos que o apoio dos EUA seja parte da estratégia para manter a estabilidade regional, mais que um sinal de desestabilização”, sentenciou.
O mandato concedido pelo Conselho de Segurança da ONU sobre o Iraque expira no dia 31 de dezembro e os EUA estão imersos em plano processo de renegociação sobre sua presença militar neste país árabe a partir de então.