O ministro de Assuntos Exteriores iraniano, what is ed Manouchehr Mottaki, order afirmou hoje que percebe uma “nova atmosfera” nas negociações com a comunidade internacional sobre o programa nuclear do Irã e descartou um possível ataque por parte de Israel.
Mottaki assegurou, em entrevista coletiva concedida hoje nas Nações Unidas que, “em breve, responderá” à proposta levada pelo alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, em junho com incentivos para que o Irã abandone seu programa nuclear.
A proposta apresentada por Solana é a oferta mais recente formulada pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha para resolver a crise causada pela recusa iraniana em abandonar o enriquecimento de urânio.
O chefe da diplomacia iraniana considerou que esta nova iniciativa “é diferente da do passado e mais respeitosa”, e, junto a uma proposta anterior apresentada por Teerã da mesma natureza, “abre caminho para uma nova atmosfera”.
Ao mesmo tempo, não quis responder se o Irã pretende aceitar a condição da nova proposta que vincula a abertura de negociações à suspensão do enriquecimento de urânio.
“Os diplomatas não acreditam que há uma única porta pela qual entrar para chegar a uma solução”, disse Mottaki, que visitou a sede das Nações Unidas para participar de uma sessão do Conselho Econômico e Social (Ecosoc).
O Irã foi punido com sanções pelo Conselho de Segurança da ONU pela recusa em interromper o enriquecimento de urânio.
Mottaki amenizou a importância, em seu comparecimento perante a imprensa, de uma recente informação noticiada no jornal “The New York Times”, segundo a qual Israel fez exercícios militares com o objetivo de atacar instalações do programa nuclear iraniano.
“O regime israelense ainda sofre as réplicas internas de sua derrota no Líbano e não vemos qualquer possibilidade de que embarque em outra aventura na região”, assegurou.
O ministro destacou que as declarações de alguns dirigentes israelenses nas quais advertem de uma possível ação militar “são para chamar a atenção” depois do conflito com a milícia xiita libanesa Hisbolá de 2006.
Também descartou uma ação militar dos Estados Unidos, devido às dificuldades pelas quais as forças armadas americanas atravessam nos conflitos do Iraque e Afeganistão.
Mottaki considerou que o aumento das ações encobertas lançadas pelo Pentágono no Irã das quais informou esta semana a revista “New Yorker” não é uma novidade.
“Devo dizer que durante 30 anos nos familiarizamos com este tipo de interferências”, acrescentou.
Ele advertiu de que a assistência militar e financeira americana citada na revista a grupos dentro do Irã como os árabes de Alwazi ou minorias do Baluchistão seria “uma contradição”.
“Aqueles que apóiam este tipo de medidas não podem se considerar lutadores contra o terrorismo”, destacou.
O ministro de Exteriores iraniano assegurou que “alguns recebem informação equivocada e chegam a conclusões errôneas que os levam a adotar políticas fracassadas”.
Mottaki lembrou que o Irã “é parte da solução, e não parte do problema” para resolver situações como a crise política do Líbano ou conseguir a estabilização do Iraque.
Também acusou “os que vêm de fora” de utilizar o Irã como “bode expiatório” quando suas políticas no Oriente Médio fracassam.