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Incêndio em fábrica de calçados na China deixa ao menos 28 mortos

Fogo atingiu unidade industrial na província de Fujian; equipes de resgate enfrentaram dificuldades para acessar vítimas devido ao acúmulo de materiais inflamáveis

Redação Jornal de Brasília

09/07/2026 13h34

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Foto: Reprodução/New China TV.

Ao menos 28 pessoas morreram nesta quinta-feira (9) na China em um incêndio em uma fábrica de calçados, reportou a agência estatal Xinhua, no primeiro balanço oficial após o presidente Xi Jinping advertir que houve “grandes perdas humanas”.

O fogo começou por volta do meio-dia (01h de Brasília) na fábrica Huiteng, em Jinjiang, na província de Fujian, no sudeste do país, informou o Ministério da Gestão de Emergências em um comunicado.

As equipes locais de combate a incêndios e resgate mobilizaram 183 pessoas e 35 veículos, segundo o ministério, que mencionou pessoas presas no edifício e “vítimas”, sem detalhar inicialmente o número de mortos ou feridos.

Imagens exibidas pela emissora estatal CCTV mostram bombeiros lançando água sobre um edifício branco e azul de vários andares, escurecido pelas chamas e de cujas janelas saía uma espessa fumaça cinzenta.

Nas imagens, é possível ver várias pessoas que conseguiram chegar ao teto fugindo do incêndio que consome os andares inferiores, e um homem borrifado pelos serviços de emergência, aparentemente para evitar queimaduras.

“Meus homens tiveram dificuldades para chegar ao topo porque as saídas e os cantos estavam bloqueados por pilhas de solas e materiais diversos”, disse à CCTV o chefe dos bombeiros, Du Zhenzhou.

Um bombeiro contou à imprensa local que a fábrica abrigava grandes quantidades de cola e matérias-primas usadas na fabricação de calçados, o que contribuiu para alimentar as chamas.

O Ministério da Gestão de Emergências informou que o incêndio estava sendo controlado, mas exigiu esforços “máximos” para extingui-lo completamente, localizar pessoas que ainda possam estar presas e atender os feridos.

Em novembro, a China lançou uma campanha para reduzir os riscos de incêndio em edifícios altos, após um grande incêndio que destruiu vários blocos residenciais em Hong Kong e deixou 168 mortos.

Apenas um mês depois, um incêndio em um prédio residencial na província de Guangdong, no sul da China, causou 12 mortes.

AFP

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