Em entrevista coletiva, Gillani acusou os terroristas de quererem desestabilizar o Paquistão e a economia do país, e de tentarem “sabotar o processo democrático” da nação.
“Ninguém dobrará a ordem legal do Estado”, disse o primeiro-ministro, que assegurou que, entre os insurgentes, há “estrangeiros” que querem enfraquecer o Paquistão.
Após garantir que o programa nuclear do país está em “mãos seguras”, o chefe de Governo paquistanês destacou que o país não aceitará as ordens de outras nações em matéria de política antiterrorista.
“Não lutamos esta guerra em nome dos Estados Unidos”, afirmou.
O primeiro-ministro discursou em resposta ao atentado que, sábado à noite, destruiu o luxuoso hotel Marriott de Islamabad.
Um caminhão carregado com explosivos foi jogado contra a porta do hotel, causando a explosão de um encanamento de gás e provocando um grande incêndio que os serviços de bombeiros tentavam extingüir esta manhã.
No atentado, segundo Gillani, 53 pessoas morreram e outras 250 ficaram feridas, entre elas 21 estrangeiros, embora o número possa aumentar porque a Polícia resgatou corpos carbonizados em várias áreas do hotel.
O ataque contra o Marriott foi condenado pelos principais países do mundo, que emitiram mensagens de solidariedade.
Por enquanto, nenhuma organização assumiu sua autoria.