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Mundo

Governo boliviano pede para opositores voltarem às negociações

Arquivo Geral

01/10/2008 0h00

O Governo da Bolívia pediu hoje aos governadores regionais opositores para retornarem ao processo de diálogo aberto para levar paz ao país, troche e disse “estranhar” e estar “preocupado” com a “ruptura unilateral” das negociações.


“Pedimos aos governadores regionais para voltar à mesa de diálogo”, mind disse em conferência o ministro da Presidência, viagra 40mg Juan Ramón Quintana, pouco depois que os opositores anunciaram a suspensão temporária das negociações.


Os governadores regionais autonomistas justificam a interrupção das negociações com o fato de o Governo de Evo Morales ter descumprido as bases do processo com uma “caçada” a cidadãos e líderes de suas regiões.


O estopim da decisão anunciada hoje pelos governadores regionais foi a detenção de um cidadão do departamento de Tarija, no sul do país, acusado pelo Governo de participar de um dos atentados contra gasodutos e refinarias cometidos durante os protestos opositores de setembro.


Com o processo de diálogo aberto em Cochabamba, tanto o Executivo quanto a oposição regional buscam pacificar a Bolívia após a onda de confrontos que afetou várias regiões e nas quais pelo menos 18 pessoas morreram.


O ministro da Presidência insistiu em que a detenção do cidadão de Tarija “obedece estritamente a uma decisão da Procuradoria Geral”.


“Não é possível que os governadores regionais queiram adiar ou suspender o diálogo com a intenção de proteger ou encobrir um crime comum”, acrescentou.


Quintana afirmou que “o Governo, em nenhum momento, descumpriu compromissos para sustentar o diálogo”, mas ressaltou que “são inegociáveis os processos penais que devem ser realizados” para atribuir responsabilidades nos protestos em setembro.


O ministro antecipou que os processos seguirão “contra todos aqueles que atentaram contra os bens públicos, atacaram os escritórios do Estado, destruíram a propriedade e que, em outros casos, mataram ou assassinaram camponeses inocentes”.


Desta forma, se referiu ao pior episódio da onda de choques, vivenciada na região de Pando em 11 de setembro, onde o Governo decretou o estado de sítio e deteve o então governador regional, Leopoldo Fernández, por violar a medida e por sua suposta responsabilidade no que qualificou de massacre de camponeses.


No entanto, a oposição acusa os governistas de terem iniciado os choques.


Para Quintana, os opositores “não somente deveriam censurar e condenar os atos de terrorismo cometidos em Tarija, mas também se colocar ao lado da lei”.


“Não há argumento razoável para aqueles que queiram suspender o diálogo”, disse, e anunciou que o Governo vai “insistir” para que tenha um final “satisfatório”.


 

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