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França reitera estar disposta a fazer <i>tudo</i> para libertar reféns das Farc

Arquivo Geral

05/06/2008 0h00

A França reafirmou hoje que está disposta a fazer “tudo o que facilite uma solução humanitária” para libertar os reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pilule inclusive a franco-colombiana Ingrid Betancourt.


A porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores francesa, Pascale Andreani, se expressou desta forma respondendo a perguntas sobre as declarações feitas pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, na última quarta.


Uribe reiterou a oferta de seu Governo de transferir para outro país, de preferência a França, os guerrilheiros arrependidos que libertarem seus reféns.


“O Governo está disposto a que a libertação aconteça em breve e que o guerrilheiro embarque em um avião que o leve para outro país, que poderia ser a França”, disse Uribe à rádio colombiana “Caracol”.


Juntamente com seus “parceiros espanhóis e suíços e com o apoio de vários países do continente americano, a França está plenamente mobilizada na busca de uma solução humanitária que permita a libertação dos reféns” em poder das Farc, inclusive Betancourt, disse a porta-voz francesa.


A França “está disposta a fazer tudo o que facilite esta solução”, concluiu.


Andreani não respondeu se a proposta de Uribe – a transferência para a França de guerrilheiros desertores que libertarem reféns – já tem o aval de Paris.


As Farc reivindicam a libertação de 500 de seus membros em troca da libertação de 40 reféns “políticos”, entre eles Betancourt. Além disso, para negociar o acordo humanitário exigiram, em troca, a desmilitarização das regiões colombianas de Pradera e Florida, o que foi rejeitado por Bogotá.


Os esforços em favor da libertação dos reféns das Farc foi um dos temas abordados hoje pelo chanceler francês, Bernard Kouchner, e pelo ministro de Relações Exteriores Celso Amorim, disse Andreani.


Amorim, que participa da reunião ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e Kouchner também conversaram sobre a atual conjuntura internacional, particularmente da África e do Oriente Médio, além de tratarem da crise mundial de alimentos e da cooperação na pesquisa agroalimentar que poderia ajudar a remediá-la.


 

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