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Mundo

Família de Jean Charles acredita que haverá justiça em processo

Arquivo Geral

22/07/2008 0h00

Os parentes do brasileiro Jean Charles de Menezes, ampoule morto a tiros por agentes da Scotland Yard ao ser confundido com um terrorista suicida, pill disseram hoje que confiam em conseguir justiça na investigação judicial que começa em setembro.


“Na investigação, poderemos fazer perguntas e encontrar a verdade”, disse Alex Pereira, primo do brasileiro, em uma manifestação por causa do terceiro aniversário da morte.


O jovem disse que a Polícia terá que esclarecer “por que mentiu” e “todo o mundo verá que foi cometido um crime”.


“Quem fez isso deveria ser castigado”, acrescentou.


Parentes e amigos de Jean Charles fizeram um minuto de silêncio na estação de metrô de Stockwell (sul de Londres), onde o jovem eletricista foi morto a tiros às 6h03 de Brasília de 22 de julho de 2005.


Depois, os dois primos da vítima, Alex Pereira e Patrícia da Silva, falaram aos presentes.


“Foram três anos de tristeza para toda a família”, disse Patrícia.


Depois, foi descoberta perto das Casas do Parlamento em Londres uma bandeira feita com 1.096 flores, uma por cada dia desde a morte de Jean Charles.


O prefeito de Londres, o conservador Boris Johnson, escreveu à família para trasmitir suas condolências.


Jean Charles, um eletricista de 27 anos, foi morto a tiros por agentes da brigada antiterrorista da Scotland Yard que o confundiram com um dos terroristas que tinham tentado cometer um atentado no dia anterior na capital britânica.


No ano passado, um tribunal declarou culpada a Scotland Yard em seu conjunto de descumprir a legislação do Reino Unido sobre prevenção de riscos trabalhistas em relação à morte do jovem, mas a Procuradoria britânica se mostrou contra processar algum agente de forma individual pelo incidente.


Além disso, nenhum dos quinze policiais envolvidos na morte do brasileiro será punido.

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