Os Estados Unidos listaram hoje Argentina, Chile e Venezuela entre os países que não tomam medidas contra a pirataria e afirmaram que discutirão o problema com as autoridades desses países em reuniões bilaterais, enquanto o Brasil foi situado na “lista de observação”, um nível inferior da mais grave.
“A pirataria intelectual nos mercados externos é mortal para as empresas americanas e destrói os postos de emprego para os trabalhadores deste país”, declarou o Representante de Comércio Exterior dos EUA, Ron Kirk.
O Escritório do Representante de Comércio Exterior (USTR, na sigla em inglês) também listou China, Rússia, Argélia, Canadá, Indonésia e Paquistão entre os países que não protegem a propriedade intelectual.
Kirk denunciou que a China está aplicando suas próprias políticas de inovação local em enfraquecimento “injusto” das empresas americanas que protegem a propriedade intelectual.
Segundo ele, as preferências e outras medidas que favorecem a “inovação local” poderiam restringir gravemente o acesso ao mercado para a tecnologia e os produtos americanos.
“A criação de um ambiente que alimente a inovação e a iniciativa é um objetivo plausível, mas a China deve assegurar que haja um tratamento semelhante para todos”, indicou.
Além do Brasil, também estão na “lista de observação” países latino-americanos como Bolívia, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala e México.
Fora da América Latina, também figuram nessa lista Espanha, Bielorrússia, Brunei, Egito, Finlândia, Grécia, Itália, Jamaica, Kuwait, Líbano, Malásia, Noruega, Filipinas, Romênia, Tadjiquistão, Turquia, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão e Vietnã.
Segundo o USTR, o Paraguai está sob observação em virtude de um convênio bilateral que estabelece objetivos para resolver os problemas de direitos de propriedade intelectual.
O relatório destacou que, este ano, eliminou a República Tcheca, a Hungria e a Polônia das listas de países com problemas de proteção de propriedade intelectual.