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Equador adia indefinidamente reatamento de relações com Colômbia

Arquivo Geral

26/06/2008 0h00

O presidente do Equador, hospital Rafael Correa, anunciou hoje que seu Governo adiou indefinidamente o restabelecimento de relações diplomáticas com a Colômbia.

Durante uma cerimônia oficial na cidade de Portoviejo, Correa afirmou ainda que as relações com o país vizinho serão reatadas somente que houver em Bogotá “um Governo decente com o qual seja possível discutir o problema”.

“O Equador adia indefinidamente o restabelecimento das relações até que em Bogotá haja um Governo sério com o qual discutir, verdadeiramente, com vontade de obter a paz, e não Governos tão carentes de credibilidade, que enganam a cada instante, que apenas pensam em bombas e metralhadoras”, disse.

O governante também reprovou a atitude da Colômbia, que na segunda-feira decidiu adiar o reatamento das relações com o Equador, rompidas desde 3 de março.

Quito rompeu relações diplomáticas com Bogotá em reação à incursão militar colombiana contra um acampamento clandestino das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na floresta equatoriana, no dia 1º de março.

O bombardeio matou 26 pessoas, entre elas o “número dois” das Farc, “Raúl Reyes”.


 

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    Arquivo Geral

    24/06/2008 0h00

    O Equador decidiu adiar indefinidamente o reatamento das relações diplomáticas com a Colômbia, viagra 40mg afirmou hoje a ministra das Relações Exteriores equatoriana, price María Isabel Salvador, que levantou a possibilidade de impor restrições comerciais ao país se, no futuro, não os laços não melhorarem.

    “As relações com a Colômbia não se restabelecerão, ficam suspensas”, disse a ministra equatoriana em entrevista coletiva.

    O anúncio foi feito um dia depois que o Governo da Colômbia afirmou que decidiu adiar o reatamento das relações diplomáticas com o Equador, rompidas em março por Quito, devido a declarações do presidente equatoriano, Rafael Correa.

    O chefe de Estado do Equador disse a um jornal argentino que o país retomaria os laços em nível de encarregados de negócios, mas que, para retomar as relações plenas, exigiria esclarecer totalmente o ataque de tropas colombianas a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador em 1º de março.

    A decisão do Governo colombiano de adiar o reatamento das relações diplomáticas com o Equador, depois que aceitou um acordo com o ex-governante americano Jimmy Carter, é uma mostra da “falta de seriedade” do país, afirmou Salvador.

    “É evidente para todos que o Governo da Colômbia está descumprindo sua palavra, neste caso a palavra dada ao ex-presidente Jimmy Carter e inclusive ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (José Miguel Insulza), no marco dos bons ofícios” para o restabelecimento dos laços, destacou.

    A ministra das Relações Exteriores equatoriana lamentou que Bogotá “se refira a declarações” feitas por Correa para adiar o reatamento dos laços justo na véspera da data estipulada para trocar notas sobre o restabelecimento das relações.

    “Desde 6 de junho, quando Equador e Colômbia decidiram restabelecer as relações, viemos trabalhando nisso, (troca de notas), inclusive o presidente (Correa) anunciou isso”, disse.

    Após o anúncio da Colômbia, “as relações ficam suspensas”, disse Salvador, que explicou que isto não quer dizer que o Equador vai deixar de lado as conversas que mantém com a OEA sobre o tema.

    A funcionária ressaltou ainda que, se no futuro as relações com a Colômbia não melhorarem, o Governo do Equador não descartaria impor certas restrições comerciais.

    “As relações comerciais se mantiveram, não tiveram qualquer impacto pela tensão dos dois países, o comércio segue fluindo”. ressaltou.

    “No entanto, eventualmente, não descartaríamos que, no futuro, se as coisas não funcionarem bem, colocarmos restrições”, acrescentou Salvador.

    O Equador rompeu as relações diplomáticas com Bogotá em 3 de março, dois dias depois do ataque militar colombiano a um acampamento das Farc em território equatoriano, no qual morreram 26 pessoas, entre elas o porta-voz internacional da guerrilha, “Raúl Reyes”.

    Há duas semanas, os chefes de Estados dos dois países decidiram acolher uma proposta da Fundação Carter para retomar as relações diplomáticas em nível de encarregado de negócios.



     

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