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Empresas nos EUA oferecem dinheiro, folga e cerveja para quem se vacinar

As iniciativas incluem pagamento de transporte para funcionários até o local da vacinação, oferecimento de bônus e até cerveja de graça

Filipe Oliveira e Amanda Lemos
São Paulo, SP

Enquanto a maior parte dos brasileiros ainda espera chegar a sua vez para se vacinar contra a Covid-19, empresas americanas e governos locais oferecem incentivos para que trabalhadores se imunizem contra o vírus.

As iniciativas incluem pagamento de transporte para funcionários até o local da vacinação, oferecimento de bônus e até cerveja de graça para quem comprovar que tomou o imunizante.

A medida acontece para motivar a população a se vacinar, já que muitos americanos ainda não tomaram a segunda ou mesmo a primeira dose, apesar da ampla oferta.

Até quarta-feira (12), 46% da população norte americana havia recebido pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19, segundo o Our World in Data.

Uma das empresas a adotar estímulos à vacinação é a unidade americana da brasileira JBS, que oferece US$ 100 (R$ 530,89) a cada funcionário que se vacinar.

A rede de supermercados Kroger, presente em 35 estados americanos, também disse que vai pagar US$ 100 para os empregados que se imunizarem. A empresa abriu exceção para quem afirma não poder ser vacinado por motivos de saúde ou religiosos. Neste caso, o pagamento é oferecido em troca de um curso sobre saúde.

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O McDonald’s, por sua vez, não prometeu dinheiro, mas garantiu aos funcionários da empresa e dos restaurantes até quatro horas de folga remunerada para quem tomar o imunizante.

Já a companhia aérea American Airlines se comprometeu a fazer ambos: pagar um bônus de US$ 50 (R4 265,44) no programa de recompensas para funcionários e conceder um dia extra de férias para quem tomar a vacina.

Em carta aos funcionários enviada em março, Doug Parker, presidente do conselho da aérea, e Robert Isom, presidente-executivo, incentivaram a equipe a se vacinar assim que tivessem oportunidade e prometeram que a empresa faria o possível para facilitar o processo.

A Dollar General Corporation, presente em 46 estados, disse que seus funcionários não deveriam ter de escolher entre ir para o trabalho ou se imunizar, e por isso prometeu pagamento equivalente a quatro horas de serviço para quem tomar a vacina.

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O hospital Houston Metodist foi além e pagou US$ 500 (R$ 2.654,45) por profissional vacinado.

Stefanie Asin, diretora de comunicação da organização, disse que o bônus é oferecido para recompensar a equipe pelo trabalho estressante durante o enfrentamento da pandemia. Atrelar o pagamento à vacinação, segundo ela, lembra o quão importante a imunização é para proteger os pacientes. Até agora, 97% dos funcionários já foram vacinados.

Outras empresas passaram a oferecer incentivos também para não funcionários. A Uber, por exemplo, anunciou nesta semana que vai oferecer corridas de graça para quem ainda não se vacinou.

Em sua conta no Twitter, o presidente americano, Joe Biden, anunciou que a Lyft também vai fornecer corridas gratuitas.

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No Brasil, a Uber disponibilizou corridas de graça para grupos prioritários e profissionais da saúde em algumas cidades e estados.

Os incentivos também tomaram a forma de cerveja grátis oferecidas a consumidores a partir de parcerias entre governos estaduais e associações de empresas em busca de divulgação.

O estado de Connecticut criou a campanha “Drinks Are On Us” (as bebidas são por nossa conta, em tradução livre) com centenas de restaurantes locais. Entre os dias 19 e 31 de maio, os estabelecimentos estão oferecendo a bebida de graça para quem mostrar o cartão de vacinação preenchido.

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Em Nova Jersey, o programa “Shot and a Beer” (uma dose e uma cerveja, em tradução livre) foi feito com a Brewer’s Guild, associação de cervejarias independentes do estado. Vale para quem tomar a vacina no mês de maio.

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No final de abril, o governo da Virgínia Ocidental anunciou que pagaria US$ 100 para jovens, com idade de 16 a 35 anos que se vacinassem. O pagamento vale, inclusive, para os que já haviam sido imunizados antes do início do programa.

As informações são da FolhaPress






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