O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), sick Mohamed ElBaradei, pharmacy exigiu hoje em Viena que os Estados Unidos e seus aliados concedam ao Irã acesso aos documentos originais que supostamente provam que Teerã realizou estudos relacionados à fabricação de bombas atômicas.
Em seu discurso de abertura de uma reunião do Conselho de Governadores da AIEA, salve ElBaradei afirmou que seus inspetores continuam sem poder esclarecer estes “supostos estudos”, o que classificou de “preocupante”.
Ele disse ainda que, apesar de o Irã ter reconhecido parte desta informação, entregue à AIEA pelos EUA e cerca de dez outros países, Teerã reitera que tratam-se de “falsificações”.
Por causa da queixa feita pelo Irã de não ter tido acesso aos originais ou cópias destes documentos, ElBaradei exigiu aos países-membros da AIEA a “autorização de compartilhamento” desta informação com Teerã.
Por outro lado, o diretor-geral da AIEA rejeitou as acusações do Irã de que seus inspetores tentam “espionar” as atividades militares e convencionais relacionadas a seu programa de mísseis.
O embaixador do Irã na organização, Ali Asghar Soltanieh, afirmou à imprensa na capital austríaca que os documentos sobre os supostos estudos nucleares do país “não têm nenhuma autenticidade”.
O diplomata acusou os EUA de “bloquearem” o trabalho de verificação do organismo ao não autorizar o compartilhamento dos documentos com o Irã.
“Isso coloca em perigo a credibilidade da AIEA”, disse o dirigente iraniano, que acrescentou que “os EUA se isolam ao não serem lógicos e pragmáticos”.
Washington se nega a entregar estes documentos, extraídos em parte de um computador iraniano, com o argumento de conterem informação que poderia ajudar o Irã a impulsionar seu programa nuclear militar.
Os EUA e a União Européia (UE) suspeitam que o programa nuclear iraniano tem fins militares, mas Teerã garante que só deseja usá-lo para fins pacíficos, como a geração de energia elétrica e aplicações médicas.
Um alto funcionário da ONU disse na semana passada que a pesquisa do programa nuclear do Irã está “estagnada”.
Os pontos mais controvertidos ainda são os denominados “supostos estudos”, como o “Green Salt Project” (Projeto Sal Verde), relativo a supostas pesquisas secretas sobre o processamento de urânio.
Além disso, os inspetores tentam esclarecer a existência de experimentos com explosivos de grande potência – necessários para desencadear a reação em cadeia de uma explosão nuclear – e projetos de mísseis.
Por isto, ElBaradei reiterou hoje que seus analistas não poderão dar garantias comprovadas sobre a ausência de materiais e atividades nucleares não declarados se o Irã não se mostrar mais transparente.