Os democratas encerram hoje a convenção que entrará para a história por ter nomeado candidato o primeiro representante de uma minoria nos Estados Unidos, illness e por ter conseguido fechar com sucesso as feridas e divisões do partido.
A Convenção Nacional do Partido Democrata foi uma catarse em todos os sentidos, this porque permitiu deixar para trás as desavenças das primárias e gerar um processo de renovação, order que tem como principal expoente o jovem senador afro-americano Barack Obama.
Obama fez história ontem ao ser proclamado candidato democrata às eleições presidenciais de 4 de novembro, um feito que emocionou muitos dos delegados negros que assistem à convenção em Denver.
O senador foi proclamado por aclamação, um gesto que permite lançar aos republicanos uma mensagem de que o Partido Democrata cerrou fileiras em torno de seu candidato, e que parte unido rumo às eleições presidenciais.
“Depois desta convenção, o partido democrata sai mais unido do que nunca, e com as feridas curadas. Saímos com um otimismo e uma energia que vai nos permitir alcançar a vitória em 4 de novembro”, disse à agência Efe Federico de Jesús, recém nomeado porta-voz da campanha de Obama para a imprensa hispânica.
O porta-voz democrata destaca a importância dos gestos e da mensagem lançados na convenção pela senadora Hillary Clinton, que brigou com ferocidade durante as primárias, e cuja derrota deixou grande parte de seus seguidores descontente.
A convenção tinha programada para ontem uma votação simbólica do nome de Hillary Clinton, como homenagem e reconhecimento aos 18 milhões de votos que obteve nas primárias.
No entanto, no meio da votação, a senadora por Nova Iorque tomou o microfone e pediu a suspensão de sua pré-candidatura, o que permitiu proclamar o candidato Barack Obama por aclamação.
“Sem a liderança de Hillary Clinton apoiando Obama, não seria possível ter o impulso que temos agora. Ontem se confirmou totalmente a integração dos seguidores de Hillary na campanha. São uma base importante do partido e nos alegra tê-la a bordo”, destacou Jesús.
Além dos gestos de unidade, a Convenção de Denver teve um grande conteúdo político. Durante quatro dias, conferentes de todo o país defenderam o ideário dos democratas para as eleições presidenciais.
Assim, em matéria econômica, falou-se da necessidade de elevar os impostos, ajudar os menos favorecidos e melhorar as condições de vida da classe média americana, verdadeiro motor da maior economia do mundo.
Em matéria social, um dos eixos fundamentais foi a reforma sanitária que Obama pretende realizar, e que estenderá a cobertura médica de maneira universal.
Mas o ponto mais polêmico, e que gerou mais protestos durante a Convenção, foi o aborto. Obama se considera um defensor do direito da mulher a escolher, o que o tornará, caso chegue à Casa Branca, o primeiro presidente “pró-escolha”.
Grupos de ativistas pró-vida protagonizaram nos últimos dias intensos protestos em Denver, alguns dos quais acabaram em enfrentamentos com a Polícia e detenções.
A política externa também teve um papel destacado na convenção, especialmente depois que o Partido Republicano começou a atacar a inexperiência de Obama neste campo.
Ontem, o candidato à Vice-Presidência Joseph Biden destacou as idéias que eles prometem realizar se vencerem em novembro, entre elas restaurar o prestígio do país no exterior, forjar novas alianças e acabar com a presença militar no Iraque.