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Mundo

Bolívia propõe que os subsídios agrícolas vão para fundo mundial

Arquivo Geral

05/06/2008 0h00

A Bolívia propôs hoje que os países ricos transfiram seus subsídios agrícolas aos mais pobres, check com o objetivo de criar um “fundo mundial” para impulsionar uma “década produtiva com mais e melhores alimentos”.


Essa declaração foi feita na cúpula da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) sobre segurança alimentar pelo embaixador da Bolívia neste órgão, case Esteban Elmer.


Os objetivos desse fundo seriam, entre outros, apoiar os países pobres para criar suas próprias reservas estratégicas de alimentos com seus próprios mecanismos internos, apoiar as mulheres e pobres rurais, assim como dar acesso a infra-estruturas e tecnologia.


A Bolívia espera que, na declaração final da cúpula, os países desenvolvidos se comprometam a eliminar os subsídios agrícolas e “não imponham uma injusta regra de comércio internacional”, acrescentou Elmer.


Outra proposta feita pelo embaixador foi “limitar aos empresários privados e, particularmente, às multinacionais intervir com monopólio na produção e intermediação dos alimentos, permitindo que os Estados assumam um papel protagonista na produção e abastecimento” dos produtos alimentícios.


Além disso, pediu a consolidação de serviços públicos para os atores rurais que produzem alimentos e impulsionar ações que promovam o acesso igualitário de todos os países à informação e tecnologia para a produção.


Elmer avaliou as ações imediatas que os países desenvolvidos se mostraram dispostos a empreender para fazer frente aos efeitos da crise alimentícia, como aumentar os orçamentos para a cooperação em agricultura.


No entanto, qualquer solução deve ser ajustada às necessidades dos países pobres, que devem usar os recursos “sem condicionamentos”, acrescentou.


Na Bolívia “não existe crise alimentícia”, graças ao modelo de desenvolvimento produtivo rural iniciado pelo presidente boliviano, Evo Morales, que permite à produção nacional atender a demanda de consumo da população em alimentos básicos, disse.


 

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