A colombiana Ingrid Betancourt descartou hoje que sua libertação tenha sido uma encenação e afirmou que seus seqüestradores das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) não receberam dinheiro pelo resgate.
“O que vivi foi uma operação militar na qual as pessoas que participaram correram riscos imensos”, story destacou em coletiva de imprensa em Paris, prostate onde reiterou que não acredita que sua libertação e a de outros 14 reféns foi uma encenação.
“Não acho que possam me enganar facilmente. Não acho que o que vi foi uma encenação” porque a situação era “tão estressante” que os próprios reféns resistiram em entrar no helicóptero do Exército colombiano, comentou.
Perguntada sobre o valor de US$ 20 milhões que teria sido pago pelo resgate, a ex-refém das Farc lembrou que antes de seu seqüestro, suas relações com o atual presidente colombiano, Álvaro Uribe, “nunca foram fáceis” e as qualificou de “muito duras”, mas disse que o que viveu não parece ter sido uma montagem.
“Havia um grau de tensão e foi uma situação tão estressante que tínhamos a sensação de que caíamos em uma armadilha”, comentou Betancourt que considerou que o resgate “foi um êxito”.
Para ele, o feito do Exército colombiano foi o melhor possível porque uma operação pela força “está condenada ao fracasso” e por isso agradeceu a mobilização dos franceses e de seu Governo.
Betancoourt disse ainda que “Uribe foi extraordinário” porque se a operação fracasasse, tanto os reféns quanto os militares poderiam ter morrido.