A franco-colombiana Ingrid Betancourt pediu hoje que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) sejam “boas perdedoras” e “se reajustem”.
Os rebeldes “perderam” e talvez seja a hora de se “reajustarem”, healing afirmou Betancourt, cialis 40mg libertada há dois dias com outros 14 reféns, approved em entrevista coletiva concedida em Paris.
A ex-candidata à Presidência da Colômbia chegou hoje à França, onde foi recebida pelo presidente do país, Nicolas Sarkozy, e sua mulher, Carla Bruni.
Em uma recepção no Palácio do Eliseu, Betancourt agradeceu a todos os membros de seus comitês de apoio e a todos os outros que lutaram por sua libertação.
“Acho que as Farc devem parar de cometer crimes e de se comportar como terroristas”, disse Betancourt, ao ser perguntada se tinha uma mensagem para a guerrilha.
A franco-colombiana afirmou que “o mundo inteiro” sabe que as Farc são “uma organização que inflige sofrimento, que se alimenta de dinheiro sujo (…). É preciso acabar com toda esta loucura”.
A guerrilha, disse Betancourt, sabe que “todos os colombianos querem estender a mão sem rancor a todos os que fazem parte das Farc”.
“Estamos dispostos a fazer mudanças em benefício de todos os colombianos. Mas não estamos dispostos a continuar participando da farsa” que as Farc querem encenar para o mundo, “fingindo ser uma organização (que luta) pelo bem da Colômbia”, afirmou a ex-refém.
“A Colômbia não pede às Farc que nos matem para o nosso bem”, acrescentou.
Betancourt também reiterou que agora lutará pela libertação dos reféns que permanecem em poder da guerrilha, e admitiu que, após o resgate de quarta-feira, será “muito mais difícil” estabelecer contatos com as Farc.
“Meu projeto de vida é muito simples: mudar o mundo que não funciona como deveria (…). É preciso começar chegando aos corações”, disse Betancourt, que, além dos reféns colombianos, quer soltar outros seqüestrados pelo mundo.
Amanhã, a franco-colombiana, que revelou estar interessada em “saudar” o papa Bento XVI e em visitar Lourdes, se submeterá a exames médicos em um hospital militar de Paris.