O Banco Central Europeu (BCE) decidiu hoje (hora local europeia) uma série de medidas especiais para contribuir para a estabilização da Eurozona.
Trata-se de “operações muito significativas”, anunciou o comissário de Assuntos econômicos e monetários europeu, Olli Rehn.
Em comunicado, o BCE informa, em particular, que decidiu intervir nos mercados de dívida pública e privada, para assegurar a liquidez nos segmentos que não funcionam adequadamente.
O Conselho de Governo tomou esta decisão após o compromisso contraído esta mesma madrugada pelos ministros de Finanças europeus de adotar “todas as medidas necessárias para atingir seus objetivos fiscais neste ano e nos anos seguintes, em linha com os procedimentos por déficit excessivos”.
O BCE destaca, em particular, dos compromissos adicionais anunciados por alguns países (Espanha e Portugal), que acelerarão a consolidação fiscal.
A fim de neutralizar o impacto dessas operações nos mercados de dívida, o BCE vai realizar operações específicas para reabsorver a liquidez injetada no sistema, de modo que a posição de política monetária da entidade não se veja afetada.
O BCE informa igualmente de uma ação conjunta com Banco do Canadá, Banco da Inglaterra, Federal Reserve americano, e Banco Nacional da Suíça, encaminhada para aliviar as tensões que apareceram nos mercados europeus de financiamento a curto prazo em dólares.
Os cinco emissores anunciaram a reativação das facilidades temporárias de troca de divisas em dólares, cuja finalidade é facilitar liquidez na moeda americana para os bancos europeus.
O Banco do Japão também analisa se somar em breve à medida, segundo o BCE.