Tiago Leifert reagiu nesta segunda-feira (08) às críticas que recebeu nas redes sociais após internautas compararem falas dele sobre Marta e Neymar. Durante uma live no YouTube, o apresentador e narrador do SBT afirmou que estaria sendo alvo de uma tentativa de associá-lo ao machismo.
Eu deixei a mala aberta no quarto, porque existe um limite moral para fingir organização, e fui para a cozinha fazer um café que prometia ser rápido. Rapidamente, claro, virou uma operação completa: filtro, xícara, açúcar, celular apoiado perto demais da pia e eu tentando recuperar a dignidade pós-viagem dentro da minha própria casa. Foi quando Tiago Leifert apareceu em live, irritado com a comparação entre Marta e Neymar. Parei com a colher no ar. Porque quando homem vai ao YouTube explicar por que não está surtando, minha filha, geralmente o surto já pediu crachá na portaria.

A polêmica começou depois que internautas resgataram uma fala de Leifert sobre a expulsão de Marta nas Olimpíadas de 2024 e compararam com o tom usado por ele ao defender a convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026.
Na live, Leifert reclamou da edição que viralizou nas redes. “E tinha um fofo no Twitter: ‘Eu vou pegar ele, fazer um edit, uma edição pegando o que ele pegou da Marta há 2 anos atrás, em uma expulsão e comparar com a convocação do Neymar’. Aí a coisa começou a viralizar”, disse.
O jornalista afirmou que a comparação não faria sentido. “Eles precisam de algum jeito de me machucar e mostrar que o machista sou eu. Pegaram uma expulsão da Marta nas Olimpíadas de 2024 e compararam com a convocação do Neymar. O que tem a ver? Absolutamente nada”, declarou.
O problema é que a internet não comprou a explicação tão fácil assim. Em 2024, ao criticar mensagens de apoio a Marta após a expulsão contra a Espanha, Leifert disse: “Não é ‘levanta a cabeça’. Foi mal, tem que criticar, tem que pegar no pé, tem que cobrar mais. Quando os grandes erram, é porrada pra caramba. É a camisa 10 da Seleção Brasileira. Não pode ser esse ‘café com leitismo’. Isso só atrasa o nosso desenvolvimento”.
Já em maio de 2026, ao falar sobre Neymar, o tom foi outro. “Eu acho que ele tem que ser convocado. Eu, como torcedor, gostaria de ver o Neymar na Copa mais uma vez. E acho que a discussão sobre se ele deve ou não ser convocado, na minha cabeça, é completamente absurda e ela não existiria em outros países”, afirmou.
Foi essa diferença que inflamou as redes. Um internauta chamou Leifert de “puro suco de machista”. Outro escreveu: “Imagina defender um macho escroto com o caráter completamente duvidoso e não defender uma mulher”. A comparação também colocou na roda os números de Marta, eleita seis vezes a melhor do mundo e dona de 120 gols pela Seleção Brasileira, contra Neymar, que tem 79 gols e nunca foi eleito melhor do mundo.

Leifert ainda disse que trata o futebol feminino com a mesma seriedade dedicada ao masculino. “Ano que vem tem Copa do Mundo Feminina. Se você foi contra a convocação do Neymar, tem que ser contra a convocação da Marta”, afirmou.
Terminei o café olhando para a xícara como se ela pudesse arbitrar a discussão. Porque Leifert pode até dizer que os casos são diferentes, e são mesmo: Marta foi cobrada depois de uma expulsão; Neymar foi defendido antes de uma convocação. Mas a internet não estava comparando só o fato. Estava comparando o carinho. E carinho, meu amor, quando some para um lado e aparece inteiro para o outro, vira replay. E replay, no futebol, quase sempre entrega alguma coisa.