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Argentinos iniciam debate para definir futuro da papeleira no rio Uruguai

Arquivo Geral

16/05/2010 17h32

Ecologistas argentinos iniciaram hoje uma assembleia para definir se continuam com o bloqueio que mantêm há mais de três anos em um das passagens fronteiriças com o Uruguai em rejeição a uma fábrica de celulose instalada nesse país.

Membros da Assembleia Ambiental da cidade argentina de Gualeguaychú e habitantes da região mantêm uma reunião que deve durar várias horas, disseram fontes do coletivo à Agência Efe.

“Todo o mundo terá liberdade para dizer o que pensa. Os que se opõem ao bloqueio terão a oportunidade histórica de pedir que se levante, mas os participantes da assembleia estão a favor de continuar”, antecipou José Pouler, membro da assembleia.

Lilia Merlin, coordenadora da assembleia, explicou que também existem algumas propostas para fazer “levantamentos temporários” do bloqueio.

Trata-se da primeira “assembleia ampliada” realizada no coletivo depois da decisão emitida no dia 20 de abril pela Corte Internacional de Justiça de Haia sobre a instalação da fábrica de celulose da finlandesa UPM (ex-Botnia) na vizinha cidade uruguaia de Fray Bentos, sobre o rio Uruguai, de administração compartilhada.

O tribunal determinou que o Governo uruguaio violou o Tratado do rio Uruguai, de 1975, ao aprovar de maneira unilateral a construção da fábrica, causadora do pior conflito em décadas entre ambos Governos, mas destacou que a papeleira pode seguir operando.

Em reunião concretizada dias após conhecer-se a decisão, a presidente argentina, Cristina Fernández Kirchner, e o presidente uruguaio, José Mujica, se comprometeram em Buenos Aires a marcar regras para o controle da fábrica e instruir à Comissão Administradora do Rio Uruguai (CARU) para vigiar o impacto ambiental da papeleira.

No entanto, o Governo uruguaio anunciou na semana passada que não aceitará a proposta que tinha apresentado Argentina no dia 11 de maio para manter um controle contínuo da fábrica.

A Assembleia Ambiental de Gualeguaychú mantém desde o dia 20 de novembro de 2006 o bloqueio na estrada que conduz à ponte Geral San Martín que une a cidade argentina com Fray Bentos. EFE

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