Pelo menos 30 pessoas morreram nesta segunda-feira pela repressão do regime de Damasco em diferentes pontos da Síria, enquanto os observadores das Nações Unidas continuam sua visita ao país, informaram os opositores Comitês de Coordenação Local.
Segundo o grupo, o maior número de vítimas foi registrado na província central de Hama, onde morreram pelo menos 26 pessoas.
Enquanto isso, uma delegação de observadores militares não armados da ONU se encontra na Síria para supervisionar a aplicação da iniciativa de paz, de acordo com uma resolução do Conselho de Segurança.
Os Comitês acrescentaram que as forças de segurança abriram fogo contra uma manifestação pacífica na cidade de Duma, periferia de Damasco, enquanto os observadores visitavam o município nesta segunda-feira.
No domingo, a delegação da ONU visitou Al Rastan, na província central de Homs, uma das fortificações da oposição, disse à Agência Efe o ativista Wasim Saadedin, que acompanhou os observadores.
“Houve uma reunião e várias visitas no terreno, nas quais mostramos aos observadores os danos causados pelos bombardeios nas casas”, detalhou o opositor.
Saadedin acrescentou que mostraram aos observadores um tanque do Exército sírio que permanecia na entrada norte de Al Rastan.
“Durante a visita, ouvimos disparos por parte das forças de (Bashar) al Assad pouco depois do meio-dia”, disse o ativista.
De acordo com Saadedin, o chefe da missão da ONU, coronel marroquino Ahmed Himmiche, explicou aos opositores que sua tarefa é a vigilância do cessar-fogo estipulado no plano de paz.
Segundo um vídeo da oposição ao qual a Efe teve acesso, Himmiche e dois membros da missão se encontraram no domingo com responsáveis do Exército Livre Sírio (ELS) na zona de Rif Homs.
Em outra gravação, Himmiche e outros observadores aparecem passeando no meio de uma manifestação com o dirigente do Conselho Militar do ELS em Homs, Qasem Saadedin.
No domingo, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução que dá sinal verde ao envio de 300 observadores militares desarmados por 90 dias à Síria, que se somam aos presentes atualmente no país.
Os analistas têm como missão supervisionar o cumprimento do plano de paz, em vigor desde o dia 12, que estipula o fim das hostilidades, a retirada dos tanques das cidades, a libertação dos detidos de forma arbitrária e o início de um diálogo entre o Governo e a oposição, entre outros pontos.