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Mundo

Ahmadinejad participa de conferência em Nova York sobre não proliferação nuclear

Arquivo Geral

03/05/2010 7h55

As discussões sobre o desarmamento e a não proliferação nuclear serão intensificadas hoje (3) com a abertura da 8ª Conferência Mundial de Revisão do Tratato de Não Proliferação Nuclear (TNP) em Nova York. O encontro é promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e vai até o dia 28.

Participa da conferência o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que conseguiu o apoio da Liga dos Países Árabes a uma moção em favor das nações que não mantêm arsenais nem produção de armamentos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será representado no encontro pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Para o governo brasileiro, todos têm o direito de desenvolver programas nucleares desde que para fins pacíficos . Segundo Lula, deve ser feito um esforço coletivo para o desarmamento e o fim dos arsenais nucleares.

Um dia antes de a conferência ser aberta, as autoridades norte-americanas desativaram um carro-bomba, que estava estacionado no Times Square, em Nova York. Há suspeitas de que o carro tenha sido preparado por terroristas, segundo os investigadores.

A conferência é realizada no momento em que o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz campanha para aprovar uma série de sanções, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, contra o Irã. Para os norte-americanos, o programa nuclear iraniano é suspeito de esconder a produção de armas, mas Ahmadinejad nega as denúncias.

Em nome do Brasil, Amorim fará um discurso de pouco mais de cinco minutos. A ideia é afirmar que o TNP deve ser sustentado em três pilares: o desarmamento, a não proliferação e os usos pacíficos da energia nuclear. O chanceler deverá ainda afirmar que todas as nações que defendem esses princípios têm o direito de participar do processo de interlocução e não apenas alguns – ou as grandes potências.

Diplomatas que acompanham o assunto dizem que uma das preocupações do governo brasileiro é demonstrar que é inseguro para a comunidade internacional a manutenção da construção de arsenais nucleares e o fato de cinco países ainda desenvolverem armamentos atômicos. Como exemplo, Amorim deverá citar o que é feito no Brasil.

A Constituição brasileira, de 1988, determina o uso da energia nuclear apenas para fins pacíficos. Houve ainda a ratificação do Tratado de Não Proliferação Nuclear e, em seguida, os governos do  Brasil e da Argentina iniciaram um processo inédito de estabelecimento de confiança que poderia servir de inspiração para outros países, criando uma agência bilateral de contabilidade e controle.

Há cinco anos, houve uma conferência também para a discussão do TNP, que acabou sem acordo nem compromissos sobre as metas que deveriam ser atingidas. Mas, em 2000, houve acordo e as grandes potências econômicas se comprometeram a eliminar os arsenais nucleares e os armamentos.

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