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Economia

Votorantim Corretora espera Selic estável por 10 meses

Arquivo Geral

18/10/2012 11h45

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC), enfrenta o desafio de justificar o corte de 0,25 ponto porcentual da taxa básica de juros, para 7,25% ao ano, e, ao mesmo tempo, explicar o porquê de a autoridade monetária ter expressado que o ciclo de afrouxamento monetário chegou ao fim. Essa é a conclusão a que chega o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, após ler o documento.

A defesa dos votos pela redução, avalia Padovani, mostra a preocupação com um cenário econômico desfavorável e moderada expansão do crédito. Já a defesa do voto pela manutenção da Selic mostra que há uma preocupação com a inflação. Padovani recorre ao parágrafo 21 da ata, onde se lê, entre outras informações, que a inflação permanecerá acima do centro da meta em 2013 e 2014: “(…) para 2013, a projeção de inflação reduziu-se em ambos os cenários (referência e mercado), mas ainda se posiciona, nos dois casos, acima do valor central da meta para inflação. Para o terceiro trimestre de 2014, a projeção encontra-se acima do valor central da meta em ambos os cenários.”

Padovani diz ainda que “compra” a tese do grupo majoritário do Copom, que votou pela queda da Selic, de que a recuperação da atividade será lenta em 2013, mas que a partir do final do ano para 2014 estará mais aquecida devido aos impulsos monetários. “Nosso cenário é de que a Selic permanecerá estável pelos próximos dez meses. Será o ciclo mais longo de estabilidade da taxa de juros desde que se implantou o regime de metas inflacionárias no País”, prevê.

Abertura dos votos

Sobre a abertura na ata dos votos dos diretores do Banco Central (BC) no Copom, Padovani diz que, teoricamente, sempre fica o medo de os diretores sofrerem pressão. “Não sendo formal a autonomia do BC, sempre fica o medo de os diretores sofrerem pressões ao abrirem seus votos”, afirma.

Já na prática, para o mercado é bom ter os votos dos diretores abertos, explica o economista. “Para nós do mercado, por exemplo, ficou claro a ideia de que o corte tem a ver com o ritmo lento da recuperação. Melhorou a quantidade e a qualidade das informações”, aprovou o chefe do Departamento Econômico da Votorantim Corretora.

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