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Economia

Ritmo de medidas contra crise inquieta G-20, vê Cozendey

Arquivo Geral

05/11/2012 17h58

O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Carlos Cozendey, destacou que o G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), embora tenha constatado avanços, demonstrou uma preocupação com o ritmo de implementação das medidas que foram anunciadas para enfrentar a crise internacional. Segundo ele, a expectativa é de que a implementação das ações possa se acelerar na Europa para afastar os riscos dos mercados.

Em entrevista durante o intervalo da reunião final do G-20, Cozendey destacou que o comunicado final do encontro vai mostrar também preocupação com o risco fiscal nos Estados Unidos e no Japão. Ele disse que os EUA exigem mais atenção em virtude dos antecedentes do País. Segundo Cozendey, há uma consciência de que o risco do abismo fiscal, termo utilizado para o aumento automático de impostos e cortes de gastos públicos que entrarão em vigor nos EUA em janeiro de 2013, é uma questão que precisa ser resolvida, mas continua sendo fator de incerteza para a economia global.

Ele informou ainda que os emergentes estão crescendo menos do que o esperado, mas que o G-20 observa uma estabilização do processo de desaceleração. “O quadro para os emergentes no ano que vem é mais favorável, mas não é suficiente para a retomada da boa saúde da economia internacional”, afirmou. “Não se pode esperar que os emergentes sejam capazes de segurar nos ombros a (expansão da) economia mundial. É preciso que outros países atuem nessa direção”, continuou o secretário.

Cozendey salientou que a ação dos países está centrada na política monetária, o que causa dificuldades para esse processo de retomada da economia. “Nossa visão é que não se pode ter expectativas de que os emergentes vão resolver o problema sozinhos. Eles não vão.”

Cozendey confirmou que há uma expectativa, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de que a Europa continuará em recessão em 2014, com uma expansão lenta nas demais economias avançadas. Ele também citou que há uma avaliação de que ocorre uma estabilização do ritmo de desaceleração da economia chinesa.

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