Soraya Sobreira
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O material escolar vai ficar 7% mais caro este ano, portanto, acima da inflação (5,28%), segundo aponta o Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria e Livraria do Distrito Federal (Sindipel). Por isso, a recomendação aos pais é que antecipem as compras para aproveitar os produtos que ainda estão com os preços antigos.
A justificativa para o reajuste é a variação de preços da matéria prima, gastos com salário dos trabalhadores e a oscilação cambial que reflete diretamente nos produtos importados. Além do material escolar, no ano que vem os pais também terão de arcar com um reajuste médio de 15% das mensalidades escolares.
O presidente do Sindipel, José Aparecido Freire, argumenta que o aumento anual ocorre em função do repasse que a indústria faz ao varejo em função da alta dos custos. “Trata-se de um aumento médio, pois há produtos que podem ficar ainda mais caros e outros terem seus valores diminuídos”, destaca.
O reajuste foi acordado no mês de setembro, entretanto, o sindicato garante que o consumidor só sentirá o aumento quando chegarem os novos estoques. “Quem comprar ago ra é um privilegiado, porque terão os produtos mais em conta. Além do mais, a maioria das papelarias já está com atrativos, os pais podem até utilizar o 13º salário para aproveitar os descontos à vista”, sugere.
Em relação aos livros didáticos, a estimativa do Sindipel é de um aumento de 5,5%. “Como os livros não são importados, ao contrário de alguns itens de material escolar, os novos preços não terão a influência da oscilação do dólar. Mas só a partir do início de dezembro é que começaremos a fazer os pedidos”, avisa José Aparecido.
O setor de material escolar registra piques elevados de vendas em dezembro, janeiro e fevereiro. Uma lista de 1º ao 5º ano custa, em média, R$ 600. Jã a do 6º ao 9º ano chega a R$ 1 mil. Para o Ensino Médio, o total varia de R$ 1,3 mil a R$ 1,5 mil.
O sindicato aconselha os pais a anteciparem as compras assim que as escolas liberarem as listas. ”É melhor comprar logo, mas lembrando de fazer pelo menos dois orçamentos”, assegura o presidente do Sindipel.
No ano passado, levantamento realizado pelo Procon do Distrito Federal mostrou diferença de até 860% no preço de alguns produtos, portanto, além de antecipar, pesquise bastante antes de ir às compras escolares.