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Economia

Mercado aposta em manutenção da Selic

Arquivo Geral

27/04/2016 8h03

A incerteza política é um dos fatores que deverá levar o Comitê de Política Monetária (Copom) a manter os juros em 14,25% na reunião deste mês, que será concluída nesta quarta-feira, 27. Economistas ponderam que, em meio ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que poderá ser afastada temporariamente em 11 de maio, o mais prudente por parte do Banco Central é não mexer na Selic, inclusive porque a inflação continua alta – 9,39% em março, no acumulado em 12 meses.

“O melhor neste momento de muitas dúvidas no cenário político é não fazer nada. Se o BC subisse ou baixasse os juros agora poderia causar ruídos, o que não seria bom”, diz José Márcio Camargo, professor e economista chefe da PUC-RJ.

Após a votação na Câmara pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma, os especialistas têm muitas dúvidas sobre o que seria um eventual governo Michel Temer. “Será preciso ver se a capacidade de articulação política de Temer terá condições de sensibilizar os parlamentares a ponto de aprovar mudanças estruturais fundamentais, como uma reforma da Previdência Social, com idade mínima para aposentadoria”, destaca Adauto Lima, economista-chefe da Western Asset Management.

Diante dessas incertezas, os economistas constatam que contexto político é relevante, mas não será o fator determinante para a ação do Copom na próxima semana.

David Beker, chefe de economia e estratégia do Bank of America Merrill Lynch, lembra que um conjunto extenso de indicadores econômicos são considerados pelo Copom e, segundo ele, não há dúvida de que a Selic ficará estável na próxima reunião.

Inflação

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março, o Banco Central estima que a inflação medida pelo IPCA chegará a 8,7% ao final de junho, alcançará 6,6% em dezembro e só chegará ao objetivo de 4,5% no primeiro trimestre de 2018.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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    Mercado aposta em manutenção da Selic

    Arquivo Geral

    06/03/2013 8h08

    O Banco Central deve manter a taxa básica de juros (Selic) nos atuais 7,25% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira. Essa é a expectativa quase unânime no mercado financeiro, que estará atento a possíveis mudanças no comunicado da decisão.

    A principal dúvida é se a instituição manterá a afirmação de que a estabilidade dos juros “por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada” para garantir a queda da inflação. Ou se o Banco Central indicará que pode subir a taxa básica de juros em breve.

    Os juros estão no patamar atual desde outubro. Na última reunião do Copom, em janeiro deste ano, o Banco Central disse que o balanço de riscos para a inflação havia piorado.

    Por outro lado, a instituição afirmava que a recuperação da economia brasileira é menos intensa do que o esperado e que a crise externa ainda afeta o País. Por isso, decidiu não mexer nos juros.

    Desde então, os números e previsões para a inflação só pioraram, com a taxa acumulada em 12 meses cada vez mais próxima do limite de 6,5%. E os dados sobre o crescimento econômico divulgados na semana passada, de 0,9% em 2012, também ficaram aquém do esperado pelo governo.

    Desconforto

    Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco WestLB, diz que, apesar do desconforto demonstrado pela autoridade monetária com o comportamento recente dos preços, prevalece no governo a visão de que a inflação vai retomar o movimento de queda no segundo semestre.

    A nova decepção com o crescimento econômico no fim do ano passado também deve fazer com que o governo mantenha a política econômica voltada para o crescimento.

    “Apesar de compartilharmos a visão de que a inflação deverá apresentar tendência de queda na segunda metade do ano, avaliamos que o movimento se dará a partir de um patamar bem superior ao esperado pelo Banco Central, acima do teto da meta, forçando a autoridade monetária a iniciar um ciclo moderado de alta de juros no terceiro trimestre”, disse Rostagno.

    Para o professor da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, o governo está aceitando uma inflação mais alta, desde que ela não supere o teto da meta. “Até o fim do ano os juros poderão ser mantidos. O baixo crescimento do PIB ajuda a manter a taxa”, afirmou o economista, que acredita que o Copom vai manter a taxa básica em 7,25% ao ano.

    Levantamento do serviço AE Projeções feito com instituições financeiras e empresariais mostra que o mercado está dividido em relação às futuras decisões do Banco Central: 36 mantêm a expectativa de estabilidade ao longo do ano; outras 36 esperam que a taxa Selic suba, encerrando 2013 entre 7,5% e 9% ao ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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