Menu
Economia

Membro do Fomc defende manutenção de política do Fed

Arquivo Geral

28/02/2013 23h20

O presidente do Federal Bank de Chicago, Charles Evans, que foi fundamental para que o banco central adotasse uma projeção (“guidance”) maior sobre os fatores que estão impulsionando as perspectivas de política monetária, alertou nesta quinta-feira contra quaisquer tentativas prematuras de diminuir a atual política de estímulo.

Em um discurso em Des Moines, Evans se mostrou contrário à ideia de que o Fed deverá, em breve, reduzir seus esforços voltados para as compras ilimitadas de títulos do Tesouro e de bônus de hipotecas. Nas últimas semanas, uma série de oficiais do Fed tem especulado que, com a melhora na economia e o aumento do risco de dinheiro fácil, o Fed pode criar desequilíbrios financeiros. Eles têm argumentado que isso significa que o Fed pode, em breve, ter de começar a diminuir o tamanho de suas compras, que atualmente estão em US$ 85 bilhões por mês.

Evans, membro votante do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve, acha que a redução do programa seria uma má ideia.

“Precisamos ter cuidado para não prejudicar as nossas próprias políticas e remover a acomodação prematuramente, como os japoneses fizeram”, disse Evans. “É o fantasma de repetir a experiência japonesa que tem me mantido acordado à noite”, disse o presidente do Fed de Chicago, referindo-se aos longos anos de estagnação do Japão.

Em seu discurso, Evans disse que espera que o crescimento se recupere e o desemprego diminua. Mas ele disse que “essa perspectiva depende de forma crítica de continuar nossa posição atual, altamente acomodatícia, de política monetária”. Evans acrescentou: “Eu estou otimista de que temos políticas adequadas em prática para ajudar a economia atingir a velocidade de recuperação em 2014”.

Evans espera ver a economia crescer entre 2,5% e 3% este ano e de 3,5% a 4% no próximo ano. Ele acha que isso pode levar atual taxa de desemprego de 7,9% para um nível “um pouco abaixo” de 7% até o final de 2014. O presidente do Fed de Chicago espera que a inflação fique abaixo da meta de 2% do Fed durante “os próximos anos”.

Evans disse que os riscos para as perspectivas são diversos, e se os cortes de gastos automáticos agendados para esta sexta-feira não forem revertidos de alguma forma, o governo poderá enfrentar um obstáculo significativo no crescimento.

A autoridade reiterou que o novo limite de desemprego e de inflação do Fed – que ele apoia – estão ajudando a tornar a política monetária mais estimulante, diminuindo a incerteza sobre as perspectivas. Evans disse que, com base em suas expectativas de que o Fed atingirá a taxa de desemprego de 6,5%, as taxas de curto prazo devem ficar efetivamente em zero até meados de 2015.

Quando se trata das perspectivas para a compra de títulos, “as compras continuarão até que haja melhora substancial na perspectiva para o mercado de trabalho, sem prejuízo, naturalmente, a um ambiente contínuo de estabilidade de preços”, afirmou Evans. “Isso significa um crescimento de empregos de cerca de 200 mil cargos por mês ao longo de um período de seis meses”, e este desempenho terá de ser ponderado contra outras métricas de desempenho econômico.

Evans rebateu aqueles que pensam que o estímulo agressivo do Fed deixa os mercados inquietos. “As preocupações com um grau de espuma nos mercados financeiros que podem representar um risco significativo a nível macroeconômico me parecem ser, em grande parte, especulativas”, disse a autoridade. Ele acrescentou que os investidores estão de fato fazendo o que o Fed quer. “Investidores estão reposicionando em outras classes de ativos que estimularão os gastos de forma mais direta”. As informações são da Dow Jones.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado