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Economia

Índice de desemprego tem alta em Brasília

Arquivo Geral

28/02/2013 9h30

Carla Rodrigues

redação@jornaldebrasilia.com.br

 

 

A taxa de desemprego aumentou no Distrito Federal. De acordo com dados da Secretaria do Trabalho apurados na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), o percentual de desempregados passou de 11,5% em janeiro de 2012 para 12% no primeiro mês de 2013. Isso representa aproximadamente 175 mil pessoas sem trabalho. 

 

O levantamento, realizado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), apontou ainda para um decréscimo bem mais acentuado na oferta de trabalho em setores de serviços como restaurantes, bares e hotéis, com variação negativa 7,6%. 

 

“Esse é um comportamento natural da economia para esta época do ano no DF. A cidade fica vazia, os serviços de hospedagem, bares, restaurantes e similares perdem clientes, logo, demitem funcionários”, explicou o vice-presidente do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Brasília (Sindhobar), Nadin Haddad.

 

Dezembro

Na comparação entre dezembro a janeiro, o número de desempregados também aumentou, passando de 11,1% para 12%. Contribuíram para esse quadro os setores da construção civil, com queda de 5,4%; e da indústria de transformação, com baixa de 2%.

 

Para Codeplan, vagas surgirão

Para o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, a alta no desemprego é sazonal. “A economia deve começar a se reerguer a partir de março”, avalia.  O supervisor técnico do Dieese, Clóvis Scherer, acrescenta que os contratos temporários costumam ser encerrados neste período do ano, o que contribui para a elevação da taxa de desemprego. 

 

Na contramão da diminuição da oferta de emprego, o tempo médio de procura por trabalho caiu de 43 semanas em janeiro de 2012, para 39 semanas no mesmo mês deste ano, segundo a pesquisa. 

 

Entretanto, a empregada doméstica Antônia Lisboa, 49 anos, afirma que está há três anos em busca de emprego. Contudo, ela acredita que, no seu caso, o problema é a idade. “Dependendo do local, eles exigem uma pessoa mais nova e avaliam muito a aparência”, lamenta.

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