Menu
Economia

Imposto de importação levanta alerta sobre segurança na indústria de brinquedos

A fábrica lá fora que vai vender pela plataforma precisa se credenciar no Brasil e cumprir a regra brasileira”, diz o presidente da Abrinq

FolhaPress

12/04/2023 22h04

Atualizada 13/04/2023 5h57

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

JOANA CUNHA
SÃO PAULO, SP

A indústria de brinquedos vai aproveitar o debate sobre o imposto de importação das encomendas de US$ 50 para alertar o governo sobre o cumprimento das regras do Inmetro, que é outro fator preocupante para a competitividade do setor.

Segundo Synesio Batista, da Abrinq (associação do setor), além da vantagem arrecadatória, é preciso elevar a cobrança sobre parte dos competidores importados que não obedecem as mesmas regras de qualidade técnica e de segurança estabelecidas pelo Inmetro para o brinquedo fabricado no Brasil.

“Não podemos aceitar a importação de um brinquedo pintado com uma tinta tóxica. A criança pode levar à boca e ficar doente. Tem que testar o produto. A fábrica lá fora que vai vender pela plataforma precisa se credenciar no Brasil e cumprir a regra brasileira”, diz o presidente da Abrinq.

Ele afirma que a preocupação já foi levada ao governo e ao Inmetro. “Se nós da indústria brasileira temos que testar os produtos, os brinquedos que entram pelos importadores sem pagar impostos também precisam ser testados. As crianças mais pobres são mais vulneráveis a esse risco. O Brasil não pode fazê-las sofrer para agradar o importador chinês”, afirma o presidente da Abrinq.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado