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Economia

IBGE descarta perda de fôlego do varejo

Arquivo Geral

15/01/2013 11h43

A desaceleração no ritmo de aumento das vendas do comércio varejista na passagem de outubro para novembro não indica perda de fôlego no setor, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta passou de 0,8% em outubro para 0,3% em novembro, ambos na comparação com o mês anterior.

“Olhando para as atividades, percebe-se que realmente não há fundamento para apontar uma perda de fôlego no varejo”, afirmou Aleciana Gusmão, técnica da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

Na avaliação do instituto, a expansão nas vendas do comércio varejista restrito deve fechar o ano passado ao redor da taxa já acumulada nos últimos 12 meses até novembro, de +8,6%. “A gente está melhor do que no ano anterior, e não tão bom quanto 2010, porque tinha sido ano de recuperação da crise do fim de 2008 e de 2009”, avaliou Aleciana. Em 2011, a alta nas vendas foi de 6,7%, após uma taxa de 10,9% registrada em 2010.

Ela aponta a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a estabilidade do emprego, o aumento de renda do trabalhador e a disponibilidade de crédito como impulsionadores dos bons resultados obtidos, sobretudo, nas atividades de móveis e eletrodomésticos, veículos e hipermercados. “O comércio está com um desempenho considerável, e, de certa forma, o consumo das famílias está sendo preponderante para estimular o crescimento econômico no ano de 2012”, declarou.

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    A desaceleração no ritmo de aumento nas vendas do varejo na passagem de julho para agosto não pode ser encarada como uma perda de fôlego do setor, afirmou Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. A alta no volume vendido, que foi de 1,6% em junho, diminuiu de 1,4% em julho para 0,2% em agosto.

    Segundo ele, os resultados na margem oscilam com frequência, por isso, é recomendável tomar como base o índice de média móvel trimestral, utilizado como indicador de tendências por fazer uma média dos dados no último trimestre.

    “A desaceleração (de 0,2% no varejo) não é um sinal amarelo. Não posso olhar o número do mês. A média móvel expressa melhor (a tendência). E a variação da média móvel cresceu. Então essa variação de 0,2% não dá esse indicativo de que a curva está descendente não”, afirmou Pereira.

    A média móvel trimestral das vendas no varejo restrito vem ganhando fôlego desde a passagem de maio para junho, quando saiu de 0,09% para 0,53%. Em julho, a média móvel subiu para 0,73%, e em, agosto, ficou em 1,08%.

    Pereira explicou que a desaceleração no ritmo de aumento de vendas do comércio em agosto foi puxada pela queda de 1,1% no setor de hipermercados e supermercados, já que a atividade tem grande peso no indicador. Em agosto, a maioria das atividades do varejo restrito teve ampliação no volume vendido. Apenas três em oito registraram taxas negativas.

    “O aumento de renda, a estabilidade do emprego, a redução dos juros, a oferta de crédito e o incentivo governamental, como a redução de IPI, são as variáveis que influenciam o comércio varejista. Isso está por trás de todas as variações positivas”, disse o gerente do IBGE. No ano, as vendas no varejo restrito já acumulam alta de 9,0%. Durante todo o ano de 2011, o comércio varejista cresceu 6,7%.

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