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Economia

Escola de baristas em SP eleva faturamento 35% com escala 4×3

A Coffe Lab adotou jornada de 40 horas semanais e registrou maior produtividade apesar da queda no setor de alimentação.

Redação Jornal de Brasília

01/05/2026 11h39

a funcionaria tabata da coffeelab que trabalha na escala 4x301

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil© Paulo Pinto/Agência Brasil

Enquanto debates sobre redução de jornada agitam o Congresso Nacional, a Coffe Lab, escola de baristas e gestão de cafeterias fundada em 2004 em São Paulo, implementou a escala 4×3 e obteve resultados positivos. Com duas unidades e mais de 30 funcionários, a empresa passou de uma jornada de 44 horas semanais no sistema 5×2 para 40 horas na escala de quatro dias de trabalho e três de folga, iniciada em julho do ano passado.

De acordo com a fundadora Isabela Raposeiras, a mudança elevou o faturamento em 35% em 2025, mesmo com o setor de alimentação registrando queda de 22% no período. “A produtividade aumentou barbaramente”, afirmou ela, destacando que o negócio manteve o mesmo cardápio, preços e número de lugares, além de ficar 17 dias fechado por obras.

A empresária atribui o sucesso à maior concentração dos funcionários, que estão mais descansados e felizes. No ramo de comércio e alimentação, a atenção é essencial para aumentar as vendas, e a nova escala contribui para um atendimento melhor.

Além do ganho financeiro, a rotatividade de pessoal caiu para 8%, reduzindo custos com rescisões e contratações temporárias. “Aqui a gente não contrata frila quase nunca, porque as pessoas não faltam mais”, explicou Raposeiras, notando a diminuição de atestados e a maior familiaridade dos empregados com a empresa.

Funcionários também relatam benefícios. Tábata Lima de Oliveira, de 35 anos, compara a escala anterior 6×1, em que usava o único dia de folga para dormir e raramente saía, com a atual 4×3, que permite mais tempo para descanso, lazer, família, estudos e até viagens. Antes, enfrentava problemas de saúde mental, como burnout, crises de pânico e uso excessivo de medicação, agravados pela falta de sono e estresse.

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