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Dólar recua pelo 3º pregão seguido e é negociado abaixo de R$ 4,80

Christine Lagarde, presidente do BCE (Banco Central Euripeu) afirmou que as taxas de juros deverão começar a subir

Por FolhaPress 23/05/2022 4h38
banco Foto: Yuriko Nakao

Lucas Bombana
São Paulo, SP

O dólar recua pela terceira sessão seguida frente ao real nesta segunda-feira (23), marcada pelo bom humor dos investidores, com altas generalizadas nas Bolsas globais.

O sentimento de maior apetite por risco dos agentes de mercado vem após comentários do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de que o governo americano estaria avaliando derrubar tarifas impostas pelo antecessor Donald Trump contra produtos chineses.

“O pronunciamento foi visto com bons olhos, uma vez que qualquer redução destas tarifas poderia ajudar no controle da inflação americana”, dizem os analistas da XP em relatório.

A persistente pressão inflacionária no país, e o risco de um aumento dos juros mais agressivo pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), foram os maiores responsáveis para as quedas das Bolsas americanas na semana passada.

Em um dia de redução da aversão ao risco, o dólar comercial marcava desvalorização de 1,53% nesta segunda, por volta das 12h30, cotado a R$ 4,7960 para venda.

Nesta sessão, o Banco Central fará leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de julho de 2022. ​

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A sessão é de enfraquecimento da divisa americana em escala global -o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas, recuava 1,04%.

Na Bolsa de Valores, o índice amplo Ibovespa operava em alta de 1,59%, aos 110.209 pontos, impulsionado por ganhos expressivos de papéis de commodities e bancos.

Entre as ações de maior peso para o mercado local, as ações ordinárias da Petrobras avançavam 2,50%, e as preferenciais subiam 2,58%, enquanto os papéis da Vale tinham apreciação de 2,39%.

No setor financeiro, destaque para os papéis do BB (Banco do Brasil), que valorizavam 3,43%, e para os do Itaú, com alta de 2,39%. Já os do Bradesco avançavam 1,37%, e os do Santander, 2,7%.

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No mercado global, as Bolsas nos Estados Unidos também oscilavam no campo positivo, em uma sessão de ajustes, após terem reportado na sexta-feira (20) a sétima queda semanal em sequência, a pior desde 2001.

O S&P 500 operava com ganhos de 1,56%, o Dow Jones subia 2,08%, e o Nasdaq, com maior concentração de ações de tecnologia, avançava 0,97%.

O desempenho no mercado americano acompanha o pregão positivo das Bolsas na Europa, com alta de 1,54% do FTSE-100, de Londres, e de 0,79%, do CAC-40, de Paris. O DAX, de Frankfurt, avançava 1,14%.

A semana começou com a divulgação do índice de clima de negócios Ifo da Alemanha melhor do que o esperado para maio, que subiu para 93 pontos, ante 91,9 em abril.

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“Esperava-se que o índice caísse à medida que os custos crescentes dos insumos pesavam no sentimento. Apesar da boa notícia, ainda há muita incerteza no cenário de recuperação, com as pressões inflacionárias exacerbadas pela guerra em curso na Ucrânia e pelo aperto por parte dos bancos centrais, especialmente no Federal Reserve, e a desaceleração do crescimento econômico”, apontam os analistas da XP.

Ainda no velho continente, Christine Lagarde, presidente do BCE (Banco Central Euripeu) afirmou que as taxas de juros deverão começar a subir em julho e sair de território negativo ao final de setembro na região. “O anúncio acabou pressionando o mercado de renda fixa local enquanto parece dar fôlego ao mercado acionário”, dizem os analistas da XP.

Na Ásia, as Bolsas fecharam sem tendência definida, com queda de 1,19% do Hang Seng, de Hong Kong, e de 0,58% do CSI 300, da China. Temores sobre novas restrições de mobilidade na região por conta da nova onda de Covid-19 voltaram a pesar sobre o humor dos investidores. Já o Nikkei, de Tóquio, subiu 0,98%.

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