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União havia pedido bloqueio da Ponte do Esqueleto antes de morte

Após a morte de uma jovem em um salto de rope jump, governo federal e prefeitura trocam acusações sobre a fiscalização do local em Limeira (SP).

Redação Jornal de Brasília

15/06/2026 16h45

mulher corda rope jump

Foto: Reprodução

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), afirmou que já havia solicitado à prefeitura de Limeira (SP) o bloqueio de acesso à Ponte do Esqueleto, onde Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no último sábado (13) durante uma atividade de rope jump.

Segundo a SPU, o pedido foi feito após outro acidente fatal registrado em 2024, quando uma ciclista morreu no local. O órgão informou que, naquele ano, a ponte chegou a ser bloqueada por alguns meses, mas depois a reabertura passou a ser defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira.

A Ponte do Esqueleto fica na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista, e é uma estrutura viária da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) que nunca foi concluída. Desativada há anos, a ponte se tornou um ponto turístico informal e também é usada para a prática de esportes radicais.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a morte de Maria Eduarda ocorreu durante uma atividade de rope jump promovida por uma empresa privada, que não amarrou a corda na jovem antes do salto. O Samu foi acionado e constatou o óbito no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Após o acidente, a prefeitura de Limeira informou que vai processar o governo federal por omissão. Em nota, a administração municipal afirmou que, desde 2025, vinha cobrando providências dos órgãos federais responsáveis pela ponte e disse que a fiscalização, a manutenção e o controle de acesso ao local caberiam exclusivamente à União. A gestão municipal e a Câmara de Limeira também afirmaram ter enviado ofícios pedindo medidas de segurança.

Em resposta, a SPU disse que os poderes públicos precisam atuar de forma conjunta para decidir o futuro da Ponte do Esqueleto e evitar definitivamente o acesso ao local, além de coibir atividades ilegais.

A Polícia Militar prendeu três homens em flagrante por homicídio com dolo eventual após a morte de Maria Eduarda.

Em entrevista à TV Brasil, o advogado Arthur Rollo, ex-secretário nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, afirmou que a responsabilidade pelo caso é compartilhada entre a União, a prefeitura e a empresa prestadora de serviço. Segundo ele, caberia à União gerir a área federal e impedir o acesso, enquanto ao município caberia fiscalizar empresas e profissionais que atuam no local.

*Com informações da Agência Brasil

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