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Brasil

Unasul encontra dificuldades para definição da secretaria-geral do grupo

Arquivo Geral

23/05/2008 0h00

Antes mesmo de ser oficialmente criada, health a Unasul já conta com divergências entre seus futuros estados membros. O ex-presidente do Equador Rodrigo Borja, link que ocuparia a secretaria-geral do grupo, abriu mão do cargo. A desistência foi anunciada no próprio país pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, e será comunicada oficialmente aos outros 11 países da Unasul ainda hoje (23).


De acordo com o assessor especial da Presidência da República, ministro Marco Aurélio Garcia, Borja tinha metas ambiciosas demais para o bloco de nações sul-americanas. “Evidentemente, se é uma visão muito ambiciosa é difícil que nós compatibilizemos todos os interesses”, afirmou ao chegar ao encontro da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Unsaul, no início da manhã.


Marco Aurélio revelou que o equatoriano tinha pretensões incompatíveis com outros blocos subregionais, como o Mercosul e com a Comunidade Andina de Nações. “O presidente Borja tinha uma idéia muito, muito ambiciosa. Nós sabemos que não é assim, até porque o Mercosul e a comunidade andina têm alguns escopos que não são da Unasul, como é o caso da constituição de uma união aduaneira no caso do Mercosul. Na Unasul não se pretende isso”, ponderou.


O assessor da presidência não infirmou, no entanto, se a sede da Secretaria-geral da Unasul continuará sendo Quito, conforme previsto. Marco Aurélio Garcia também não comentou outra dificuldade do novo bloco: o fato de a Colômbia ter desistido de assumir a presidência provisória (pro tempore), na Bolívia. Com isso, a chefia rotativa do grupo passará para o Chile.


 

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