Presente na disputa pelo título mundial durante boa parte da temporada 2008 da Fórmula 1, Robert Kubica não poupou críticas quando o rendimento da BMW caiu, especialmente no segundo semestre do ano. Episódios como esse fazem o diretor esportivo da montadora alemã, Mario Theissen, admitir que não é fácil trabalhar com o piloto polonês.
Embora seja ainda muito jovem (23 anos) e só tenha estreado na Fórmula 1 em meados de 2006, Kubica já se mostra como um piloto com fome de vitórias – depois do triunfo inicial conquistado no Grande Prêmio do Canadá, ele tinha intenções de continuar na briga pelo Mundial até o fim do ano. Por isso mesmo, chegou a criticar de forma indireta a BMW, que segundo ele não acreditava que o troféu fosse possível.
Além disso, o polonês ainda se mostrou irritado quanto à falta de desenvolvimento do carro alemão e com a insistência da equipe em tentar resolver os problemas de Nick Heidfeld em vez de focar suas atenções no piloto que poderia ser campeão.
Responsável pela equipe de Fórmula 1, Theissen, por sua vez, sempre preferiu minimizar as declarações de Kubica, porém desta vez reconheceu ser difícil trabalhar com o representante da Cracóvia.
“Robert estava em sua melhor forma e se o carro não era rápido o bastante ele tomava isso como uma ofensa pessoal”, comentou o alemão, em relação ao piloto que encerrou o ano como o quarto mais bem colocado. “O relacionamento de trabalho, portanto, nem sempre é fácil, mas sua determinação incondicional em atingir sucesso impõe respeito”.