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Brasil

Reino Unido criará prova para imigrantes que queiram cidadania

Arquivo Geral

21/02/2008 0h00

Os imigrantes de fora da comunidade européia que queiram morar no Reino Unido deverão passar por uma série de provas que demonstrem sua integração no país antes de obter a cidadania, information pills de acordo com novos planos do Governo anunciados hoje pela ministra do Interior, Jacqui Smith.

Em comparecimento perante a Câmara dos Comuns, Smith descreveu a proposta governamental, que inclui um aumento das taxas do visto, em previsão de futuras despesas dos imigrantes nos serviços públicos, e testes de inglês.

Após um mínimo de cinco anos de residência no Reino Unido, as pessoas que quiserem obter o passaporte britânico deverão passar por “um período de prova” de um a três anos, dependendo do grau de seu compromisso social.

Durante este tempo, elas terão que comprovar sua integração no país, além de seu trabalho ou contribuição fiscal.

Desta forma, o processo se acelerará se o imigrante estiver vinculado a ONGs, fizer parte de associações de pais de estudantes ou organizar atividades esportivas, enquanto os que não tiverem envolvimento em nenhumas destas áreas terão que cumprir o máximo de três anos de prova.

Para os que infringirem a lei, o processo de naturalização será muito mais longo. Eles podem inclusive ter seu visto negado.

Ao apresentar as propostas, qualificadas pela oposição conservadora de simples “truque”, a ministra ressaltou que a reforma do acesso à cidadania é a disciplina pendente do sistema de imigração britânico.

Os imigrantes dos países de fora da comunidade européia, entre eles os da Commonwealth (comunidade de ex-protetorados e colônias do Reino Unido), deverão “ganhar” a cidadania, disse Smith, em vez de simplesmente obter o visto depois de vários anos de residência.

Os estrangeiros, entre eles australianos ou americanos, não poderão perpetuar sua residência temporária, nem mesmo os ricos, mas, após um tempo, deverão passar ao estágio seguinte de optar pela residência permanente ou pela cidadania.

Sob os novos planos, que poderiam ou não se tornar lei, será possível ficar com a residência permanente, mas se potencializará a obtenção da cidadania.

“Nossa proposta para a cidadania é clara e simples. Os direitos e benefícios desta serão acessíveis a todos os que possam demonstrar um compromisso com nossos valores e a vontade de contribuir para nossa comunidade”, acrescentou.

O Reino Unido “é um país de liberdade e tolerância, oportunidade e diversidade”, disse Smith.

“Estes valores se reforçam com a expectativa de que todos os que vivem aqui deveriam conhecer nosso idioma, jogar segundo as regras, respeitar a lei e contribuir à economia”, acrescentou.

Embora apóiem a aprendizagem do inglês, os conservadores rejeitaram a proposta porque consideram que, com os 15 milhões de libras ao ano (20 milhões de euros) que se calcula que serão arrecadados com os vistos, não poderá ser compensada a despesa em serviços públicos como escolas, hospitais ou policial.

O Partido Conservador de David Cameron defende estabelecer cotas anuais à imigração.

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