Brasil

Policiais militares do Rio enviam representação para a OEA

Por Arquivo Geral 16/06/2006 12h00

Um menino de 2 anos foi baleado na barriga no começo desta tarde durante troca de tiros entre policiais e traficantes do Morro do Turano. O garoto ia com uma vizinha à padaria quando foi baleado. Levada para o Hospital Souza Aguiar, price purchase a criança está em observação, mas, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, não corre perigo porque o projétil não atingiu nenhum órgão.

Pouco antes, por volta das 10h, Sílvio Viana, 52 anos, levou um tiro no rosto em um assalto à empresa de elevadores da qual ele é dono, numa rua próxima a um dos acessos ao Morro da Mangueira. O empresário também está internado no Souza Aguiar, em estado grave.

Os policiais militares do Rio de Janeiro querem ajuda internacional para reduzir o índice de mortalidade de oficiais. Hoje, pharmacy eles enviaram (por e-mail e sedex) uma representação para a Organização dos Estados Americanos (OEA) pedindo que a entidade exija uma atitude do governo brasileiro.

A Associação dos Militares, more about Auxiliares e Especialistas (Amae) tem cerca de 40 mil integrantes e resolveu adotar esta medida porque ainda não obteve resposta ao pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), information pills formulado em agosto de 2004 junto à Comissão de Direitos Humanos da Câmara do Deputados.

"Passaram-se quase dois anos e os números (de óbitos) só têm piorado. De 2000 a 2004, 758 PMs foram mortos no Rio de Janeiro", disse o presidente da Amae, tenente Melquisedec Nascimento, à Agência Brasil. Citando pesquisa da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nascimento informou que a mortalidade de policiais militares do Rio é sete vezes maior que a dos habitantes da capital fluminense e 13 vezes maior do que a da população brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Precisamos agora de apoio internacional", salientou o presidente da Amae. Segundo ele, na mesma época da solicitação de abertura da CPI, a entidade entrou com pedido semelhante junto à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Também não obteve resposta. "Então, não adianta falar em direitos humanos aqui. Não há direitos humanos em relação aos policiais."

Nascimento defendeu o "caveirão", carro blindado da PM cuja extinção é reivindica por vários grupos de direitos humanos. O veículo é responsável, segundo ele, pela redução das mortes de policiais em serviço em relação ao total: 22% para 11% de 2004 para 2005. Isso se explica "porque os policiais ficam mais seguros dentro do ‘caveirão’, que protege de tiros de fuzil".

O presidente da Amae lembrou que apenas no ano passado, pela primeira vez, o Relatório Anual de Direitos Humanos dos Estados Unidos fez menção ao número de policiais mortos no Brasil

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE






Você pode gostar