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Brasil

Organização e pilotos criticam atitude de Russo

Arquivo Geral

20/02/2008 0h00

As denúncias de Renato Russo a respeito do suposto uso de entorpecentes por parte de alguns pilotos não foram bem recebidas entre algumas das principais caras da Stock Car, entre dirigentes, pilotos e até médicos.

Carlos Col, diretor-presidente da Vicar, empresa responsável pela organização da categoria, negou a existência de tal problema e disse que Russo foi infeliz ao apresentá-lo sem nenhuma prova. “Estamos realmente perplexos. Estou na categoria há muito tempo, primeiro como piloto e agora como promotor, e nunca vi ou ouvi nada deste tipo. É imprudente falar uma coisa dessas sem apresentar fatos concretos”, disse o dirigente.

Col explicou que a Stock Car exigirá a realização de exames antidoping neste ano, conforme sugere a Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Contudo, o médico responsável pela categoria, Dino Altmann, negou que a implantação dos testes foi baseada em qualquer suspeita.

“Nossa intenção é mostrar que a competição é honesta. Nunca houve qualquer dúvida. Estamos apenas seguindo uma corrente da Federação Internacional de Automobilismo. Na Fórmula 1, por exemplo, tivemos três testes no ano passado e deveremos ter mais este ano. Tudo com o objetivo de deixar a disputa igual para todos”, dise Altmann.

As declarações de Russo também foram repudiadas pelos pilotos. “Nunca tive conhecimento de um fato desses e olha que tenho mais de 45 anos de automobilismo”, disse o primeiro campeão da Stock Car, Paulo Gomes. “Tenho dois filhos correndo na Stock Car (Pedro e Marcos) e e se imaginasse que existe a possibilidade de isso acontecer jamais os deixaria correr. É complicado em um esporte de risco usar drogas; seria suicídio!”, completou.

“Isso não existe”, diz Luciano Burti, membro da Comissão de Pilotos da Categoria. “O uso de drogas ou bebidas no automobilismo não ajuda ninguém. Teremos o antidoping porque é importante e não para justificar qualquer fato”, disse.

Já Ingo Hoffman, 12 vezes campeão da Stock Car, se mostrou surpreso com as denúncias, mas defendeu a implantação dos exames antidoping. “Nunca vi nada disso na categoria, mas o mais relevante em tudo isso é a realização do exame, como acontecem em vários esportes. Agora faz parte do regulamento e temos de botar em prática”, destacou o piloto.

Bicampeão da categoria, Cacá Bueno, por sua vez, rechaçou as sugestões de que os pilotos sejam desunidos quando o assunto é segurança. “Entendo a indignação do Renato, levando em conta o momento que ele passou, mas não concordo que os pilotos sejam desunidos”.

“A criação da comissão de pilotos, que visa principalmente à segurança, mostra que as falhas existem, mas que tanto nós, quanto à própria Stock Car, estamos em busca de melhores condições para a categoria.”, afirmou o carioca.

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