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Brasil

Nenê pode desfalcar a seleção brasileira na busca por uma vaga em Pequim

Arquivo Geral

02/02/2008 0h00

Ainda se recuperando de uma cirurgia para a retirada de um câncer no testículo esquerdo, o pivô Nenê Hilário pode não fazer parte da seleção brasileira que irá disputar o Pré-Olímpico da Grécia, em julho. Isso porque o tratamento complementar para o problema deve deixar o atleta sem condição de jogo pelos próximos meses.

Em declaração ao jornal norte-americano Rocky Mountain News, o técnico do brasileiro no Denver Nuggets, George Karl, afirmou que o brasileiro será submetido a tratamento para prevenir a volta da doença.

Entrevistado pelo O Estado de São Paulo, Sidney Glina, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, explicou os possíveis caminhos que a equipe médica de Nenê seguirá. “Há dois tipos de tumor, o seminomatoso e o não-seminomatoso. Nos seminomatosos, há os que optam pela radioterapia. Nos não-seminomatosos, o mais comum é a retirada de gânglios do reto-peritônio, caso haja, ou quimioterapia profilática também”, afirmou, ressaltando que não tem muitas informações sobre o caso do jogador.

Segundo ele, dependendo do caso e da escolha, este complemento pode durar entre um a quatro meses. “Estamos falando de atletas que têm grande capacidade de recuperação. Não dá para afirmar nada, mas se eu fosse o técnico da seleção brasileira estaria preocupado (com a possibilidade de participação de Nenê no Pré-Olímpico)“, completou o médico.

A seleção brasileira de basquete não conseguiu se classificar para as duas últimas edições dos Jogos Olímpicos. Derrotada no Pré-Olímpico das Américas, no ano passado, pela equipe B da Argentina, o time nacional terá que ser um dos três primeiros colocados no Pré-Olímpico Mundial, cujo nível técnico é considerado bastante alto, a fim de carimbar o passaporte para Pequim.

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