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Menino britânico é curado de doença genética que o obrigava a viver em bolha

Arquivo Geral

04/06/2008 0h00

Um menino de sete anos se tornou a primeira criança no Reino Unido a ser curada de uma rara doença genética que o obrigou a viver isolado em uma bolha de plástico durante algumas semanas, dosage anunciaram hoje a equipe médica que cuidou dele.


Rhys Harris foi diagnosticado como portador do mal conhecido como Nemo (“Nuclear Factor Kappa B Essential Modular”, web em inglês) quando tinha três anos, patient e sobreviveu graças a um transplante de medula que o permitiu receber um novo sistema imunológico.


Na época, os médicos alertaram que Rhys poderia não sobreviver por muito tempo, pois a doença atinge o sistema imunológico e leva a contrair uma forma incurável de tuberculose.


Menos de 12 pessoas no Reino Unido têm a doença, que impede o bom funcionamento dos glóbulos brancos.


Os especialistas do Hospital Geral de Newcastle (nordeste da Inglaterra), no qual o menino foi atendido, admitiram hoje que não acreditavam que Rhys tivesse muitas chances de sobreviver.


No entanto, sua recuperação foi possível graças a um transplante de medula ao qual foi submetido em outubro passado, mas que representou primeiro a destruição de sua própria medula através de um tratamento de quimioterapia que o obrigou a viver em uma bolha de plástico esterilizada durante oito semanas.


O transplante foi feito graças a uma medula doada nos Estados Unidos, de acordo com fontes do hospital.


Segundo os médicos de Newcastle, os pais receberam a notícia do sucesso da operação na semana passada.


“Seu novo sistema imunológico deverá estar se reforçando” cada vez mais, disse hoje o pediatra especializado em imunologia Mario Abinun, do hospital.


“Tudo indica, baseando-se nos exames feitos em laboratório, que ele está bem, mas temos que esperar um tempo até o outono” antes de poder dar a ele a alta definitiva, afirmou Abinum.


Os pais do menino, Kevin e Dawn Harris, vindos do País de Gales, decidiram mudar para Newcastle para submeter o filho – que ficou surdo quando bebê por causa de uma meningite – ao tratamento, já que este hospital é pioneiro no assunto.


 

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