Menu
Brasil

Mãe de manicure morta implora por justiça: ‘Mereço saber o que aconteceu’

O corpo de Thaysa foi encontrado às margens da linha férrea, em Deodoro, na Zona Oeste do Rio, ao pisar no local, a mãe da chovem se debulhou em lágrimas

Evellyn Luchetta

26/12/2021 17h35

Atualizada 27/12/2021 12h21

Foto: Reprodução

A manicure Thaysa Campos do Santos tinha 23 anos quando foi assassinada, há um ano e três meses. Ela estava grávida de oito meses e foi encontrada morta sem o bebê que esperava. Sua mãe, a psicopedagoga Jaqueline Campos, 51, foi até o local onde a filha foi assassinada neste domingo. O corpo de Thaysa foi encontrado às margens da linha férrea, em Deodoro, na Zona Oeste do Rio, ao pisar no local, a mãe da jovem se debulhou em lágrimas.

Encontrada morta em 10 de setembro do mesmo ano, a última imagem em que a manicure foi registrada era de uma semana antes, na madrugada do dia 4. Nas imagens de uma câmera de segurança, ela é arrastada para o local onde foi achada sem vida. Um homem ligeiramente calvo e mais baixo do que a jovem, carregava a menina.

A mãe de Thaysa afirma que a filha era muito animada. “Na véspera do Natal fiz uma oração olhando para o céu . Agradeci a Deus pela minha vida e pela vida das mimhas outras três filhas que estavam comigo em Brasília. Faltou a Thaysa. Lembrei muito dela, da alegria contagiante que a Thaysa tinha. Fiz uma oração e pedi um presente a Deus. Que se descubra a verdade, que mostre a verdade do que aconteceu com ela. Queria muito que quem fez isso pague pelo crime. Minha vida parou desde que tudo aconteceu. Fico chorando o tempo inteiro. Na noite de Natal foi assim. É uma dor muito grande”, disse em entrevista ao jornal Extra.

A manicure foi morta há 200 metros da casa onde morava, enquanto voltada da casa de uma amiga, depois de buscar uma bolsa de gestante. No trajeto, ela foi interrompida pelo assassino.

Sua mãe fez um apelo, ela deseja saber a verdade. “Eu sou mãe, eu mereço saber a verdade. Nenhuma mãe merece passar pelo o que eu estou passando. Eu quero Justiça! Justiça pela minha filha. Quero saber onde está minha neta. Isso não pode ficar assim. Um ano e três meses de angústia e dor. Sem dormir direito . E um assassino covarde que está solto, que pode fazer uma nova vítima. Hoje sou eu que estou passando por isso. Amanhã pode ser outra mãe. Por favor, quero Justiça. Me ajudem a descobrir o que aconteceu”, implora chorando.

O celular da jovem foi levado pelo homem que a matou. Dias depois do crime, o aparelho foi recuperado em uma feira de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, por policiais da Delegacia de Descoberta do Paradeiro (DDPA), e devolvido à família da vítima.

O celular ainda teve outro destino pois, em agosto, o caso foi assumido por policiais da Delegacia de Homicídios da Capital e pegaram de volta o celular, para fazer uma análise e procurar possíveis provas ou informações. O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) analisou o aparelho com o auxílio de um software israelense, que pode recuperar mensagens ou imagens apagada. O programa também foi utilizado no caso da morte do menino Henry Borel.

O jornal Extra teve acesso aos últmos áudios e revelou as informações. Nas mensagens, a gestante revelou se sentir em perigo e disse estar com medo de que algo acontecesse com ela e a criança.

Thaysa ainda falou de uma tentativa feita por sua mãe, de que ela voltasse para casa e saísse da casa que dividia com uma amiga. Na intenção de deixar a filha mais segura.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado