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Brasil

Justiça do RJ autoriza quebra de sigilo do celular encontrado na cela de Jairinho

Jairinho foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry, registrada em março de 2021

Redação Jornal de Brasília

05/07/2026 9h15

jairinho

Foto: Brunno Dantas/TJRJ

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou nesta sexta-feira (3) a quebra de sigilo dos dados do telefone celular encontrado na cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, condenado pela morte do menino Henry Borel.

A apreensão do aparelho ocorreu na quarta (1º) no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, na zona oeste da capital fluminense.

Jairinho foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry, registrada em março de 2021. O ex-vereador era padrasto da criança.

A decisão que aprovou a quebra de sigilo é assinada pela juíza Elizabeth Machado Louro. A magistrada presidiu o júri que condenou Jairinho, encerrado há um mês.

O pedido de quebra de sigilo partiu do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro). Na solicitação, o promotor Fabio Vieira dos Santos avalia que a medida é “especialmente necessária” para a apuração da eventual influência de Jairinho sobre pessoas do meio externo.

Para o promotor, a extração dos dados também poderá revelar eventuais provas de outros delitos.

A defesa de Jairinho afirmou que ainda não havia sido intimada a respeito da decisão. “Quando formos intimados, poderemos nos manifestar”, declarou o advogado Rodrigo Faucz.

A juíza autorizou que a extração dos dados do celular seja realizada pela Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público.

Conforme a Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal), agentes localizaram o celular entre livros durante uma revista à cela de Jairinho.

O pai do menino Henry, Leniel Borel, cobrou a investigação dos dados contidos no telefone.

“Ao longo do processo, viemos alertando sobre os ataques coordenados a mim, pai da vítima, com o objetivo de tornar o crime menos desprezível perante a opinião pública e, assim, influenciar o júri”, afirmou.

“Agora [o celular] precisa ser investigado até o fim: quem colocou esse aparelho lá, há quanto tempo estava sendo usado, quais mensagens foram trocadas, com quem ele [Jairinho] falava e se houve tentativa de articulação, intimidação ou interferência em processos”, acrescentou.

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