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Escolas de São Paulo deixam de suspender aula em razão de casos de Covid

Segundo a portaria, o uso de máscara só passará a ser obrigatório quando houver a confirmação de dois casos na mesma unidade

Por FolhaPress 21/06/2022 3h24
Foto: Agência Brasil

Isabela Palhares
São Paulo, SP

Diante da alta de casos de Covid-19 na cidade e de dezenas de casos de escolas que suspenderam as aulas presenciais, a Prefeitura de São Paulo publicou nesta terça-feira (21) portaria dizendo que não recomenda mais o afastamento de todos os alunos de uma sala ou unidade mesmo após confirmação de caso de Covid.

Segundo o texto, publicado pelas Secretarias Municipais da Saúde e da Educação, as escolas não devem afastar os alunos ou funcionários sem sintomas, ainda que tenham tido contato com alguém com suspeita ou confirmação de infecção.

Nas últimas semanas, dezenas de escolas da rede municipal decidiram pela suspensão total ou parcial das aulas presenciais depois de terem registrado casos positivos. A Folha mostrou que não havia uma padronização entre as unidades sobre qual protocolo seguir.

A prefeitura também não sabia dizer quantas escolas suspenderam aulas.

Até então, o protocolo da prefeitura definia que deveriam ser afastados todos aqueles que tinham tido contato com a pessoa que estava com suspeita ou confirmação de infecção por Covid. Com a nova portaria, aqueles que não apresentarem sintomas, devem continuar com atividades presenciais.

“Os contatos assintomáticos devem seguir com as atividades escolares, sendo monitorados diariamente pela instituição de ensino, a fim de identificar presença de sinais e sintomas, por 14 dias após o último contato com o caso confirmado. Os casos suspeitos devem ser testados, afastando somente os casos confirmados para a doença”, diz o documento.

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O uso de máscaras continua opcional nas escolas, sendo apenas recomendado pela prefeitura.

Segundo a portaria, o uso de máscara só passará a ser obrigatório quando houver a confirmação de dois casos na mesma unidade. Nas creches e pré-escolas, a obrigatoriedade vale apenas para os adultos. Já nas escolas de ensino fundamental e médio, passa a ser obrigatória também para os alunos.

A obrigatoriedade vale por 14 dias após a confirmação do segundo caso de Covid.

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