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Brasil

Dois militares e um civil morrem em conflitos em linhas de trem no Rio

Fim de semana teve conflitos na região entre grupos criminosos rivais, que resultaram em três mortes

Redação Jornal de Brasília

08/07/2024 15h55

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A concessionária SuperVia, responsável pelos serviços de trens urbanos no Rio de Janeiro, registrou, nesta segunda-feira (8), redução de 60% no número de passageiros do ramal Belford Roxo. É que a operação dos trens foi prejudicada em razão da violência em Costa Barros, zona norte da cidade. O fim de semana teve conflitos na região entre grupos criminosos rivais, que resultaram em três mortes, entre as vítimas um policial militar e um soldado do Exército.

“A operação dos trens no trecho segue irregular, com intervalos de mais de 60 minutos e os clientes precisando trocar de composição na estação Mercadão de Madureira para seguir viagem até os terminais. Essa medida está sendo necessária para que o serviço dos trens não seja paralisado completamente no ramal Belford Roxo”, informou, em nota, a concessionária.

Segundo a SuperVia, a situação de violência na região de Costa Barros impediu que a equipe de manutenção realizasse reparos no local que teve a rede aérea danificada por tiros na noite de sábado (6).

“Por causa desse cenário de insegurança, em mais um episódio em que a SuperVia é prejudicada em sua operação, na manhã desta segunda-feira (8), a concessionária verificou uma redução de 60% no número de passageiros do ramal Belford Roxo”, informou. A SuperVia destacou, ainda, que as equipes de manutenção só irão para o local quando a situação de segurança estiver normalizada.

Por causa da disputa territorial entre facções rivais, a Polícia Militar permanece com o policiamento intensificado na região. “Nesta segunda-feira, até o momento, sem registro de prisões ou apreensões”, concluiu em nota enviada à Agência Brasil.

Entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, houve uma tentativa de invasão de traficantes do Morro do Chapadão e integrantes de outra facção diferente da que comanda a região. No confronto, registrou-se tiroteio intenso, comentado por moradores em redes sociais.

Emergência

Para conter a violência, a Polícia Militar fez operação de emergência, quando o sargento Mauro Batista dos Santos, lotado no 41º BPM (Irajá), foi atingido. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

“As equipes do 41ºBPM (Irajá) estavam em deslocamento para intensificar o policiamento no entorno do Complexo da Pedreira, após tentativa de invasão de um grupo criminoso na noite de sábado (6), quando os policiais militares foram atacados a tiros por criminosos na Estrada João Paulo, em Barros Filho, na zona norte da capital. O policial militar foi atingido e socorrido ao Hospital Estadual Carlos Chagas, mas infelizmente não resistiu. O sargento Mauro tinha 43 anos, estava na corporação desde 2002 e era lotado no 41ºBPM. O policial deixa esposa e uma filha”, informou ontem a Secretaria de Estado da Polícia Militar.

Ainda no conflito, o soldado do Exército Erick Aguiar de Souza foi baleado. A Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Leste (CML) informou que o militar do 1° Depósito de Suprimento, “faleceu em decorrência de disparo de arma de fogo quando regressava para a sua residência, na localidade de Costa Barros”.

Ainda conforme o CML, as investigações estão a cargo de órgãos de segurança pública do Rio de Janeiro. “Neste momento de consternação, o Comando Militar do Leste está prestando todo o apoio à família e solidariza-se com os familiares e amigos”, concluiu em nota. A terceira vítima ainda não foi identificada.

*Com informações da Agência Brasil

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