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Brasil

Deputado oferece apoio a jovem que acusa militares do Exército de agressão

Arquivo Geral

07/11/2008 0h00

O deputado estadual Alessandro Molon (PT) visitou hoje (7) no Hospital Dom Pedro 2º o jovem de 16 anos que acusa militares do Exército de tortura.


Molon disse que conversou com a mãe e o advogado do jovem e se colocou à disposição para ajudar no que for possível. O deputado Molon, this presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), disse que vai pedir a punição dos acusados de terem cometido esse “ato bárbaro”.


Ele pede ainda que o Exército tome medidas para evitar que casos como esse, assim como o do Morro da Providência – no qual militares são acusados de entregar a traficantes de uma facção rival três jovens, que apareceram mortos em um lixão na Baixada Fluminense – voltem a acontecer.


“Nós queremos manifestar ao Exército a nossa expectativa, o nosso desejo, de que se oriente melhor os seus representantes para que eles não pratiquem crimes”, afirmou Molon.


O jovem de 16 anos pulou o muro de uma unidade militar desativada, em Realengo, com um amigo de 20 anos para fumar maconha. Os dois acabaram descobertos pelos militares. O rapaz acusa de tortura três militares do Exército. O menor está com queimaduras em 70% do corpo e corre o risco de ficar cego de um olho.


O deputado pediu na quinta-feira (6) ao coordenador-geral da Comissão Permanente de Combate à Tortura da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Pedro Montenegro, que abra um procedimento investigatório para apurar a denúncia.


“Queremos que seja feita uma apuração rigorosa das responsabilidades e também que se discuta com os membros do Exército a orientação e a formação dos soldados já que, pela segunda vez, ocorre nesse ano um caso grave envolvendo representantes do Exército aqui no Rio de Janeiro. Depois do caso do Morro da Providência, o caso desse jovem queimado”, disse o deputado.


Para a irmã do adolescente, o rapaz estava errado, mas não deveria ter sido punido daquela maneira. Ela informou que o Exército procurou a família oferecendo ajuda no tratamento e se comprometeu a apurar os fatos.


O jovem vai ser transferido ainda hoje para o Hospital da Aeronáutica, na Ilha do Governador, que tem uma área especializada em tratamento de queimados.

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