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Brasil

Cientistas sul-coreanos produzem célula-tronco sem embriões humanos

Arquivo Geral

01/02/2008 0h00

Cientistas sul-coreanos criaram um tipo de célula-tronco a partir da pele de ratos de laboratório sem necessidade de empregar embriões humanos, sickness informou nesta sexta-feira a agência sul-coreana “Yonhap”.

A conquista, page que foi alcançada depois de resultados similares obtidos em 2006 e 2007 por cientistas japoneses e americanos, salve permite que se resolvam problemas éticos gerados pelo uso de embriões humanos.

Os responsáveis pela pesquisa fazem parte de uma equipe da Universidade de Cheju liderada pelo professor Park Sei-pil e por Cho Ssang-ku, da Universidade de Kunkuk, ambas na Coréia do Sul.

Em 2006, o pesquisador Shinya Yamanaka da Universidade de Tóquio disse que tinha conseguido criar células-tronco a partir das células somáticas de um rato.

Já o doutor James Thomson, da Universidade de Wisconsin, afirmou ser capaz de fazer com que células da pele atuassem como células-tronco embrionárias.

Na Coréia do Sul, a equipe de cientistas conseguiu criar uma célula similar às células-tronco dos embriões humanos que pode ser utilizada para a regeneração de órgãos.

Teoricamente, as células-tronco podem ser empregadas para melhorar a técnica de transplante de órgãos, nervos e músculos, de modo a evitar a possibilidade de rejeição por parte do sistema imunológico do corpo.

Este tipo de célula serviria para o tratamento de doenças graves como o mal de Alzheimer, a diabetes e a paralisia causada por danos na coluna vertebral. Os pesquisadores sul-coreanos voltaram a estudar as células-tronco em 2007, após um grande escândalo científico.

Há dois anos, foi descoberto que o cientista sul-coreano Hwang Woo-suk falsificou seus experimentos sobre células-tronco obtidas de embriões humanos clonados. Hwang afirmou em 2004 que tinha feito a primeira clonagem de células-tronco de embrião humano, o que posteriormente se mostrou falso. O escândalo de Hwang motivou a proibição das pesquisas com células-tronco na Coréia do Sul. No entanto, em 2007 o governo permitiu que os estudiosos retomassem as pesquisas nessa área.

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